Crusoé: A desculpa de Jerônimo para a criminalidade na Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT; foto), o governador da Bahia, esteve na última semana em uma série de agendas com governadores do Nordeste na Europa. Ao retornar, Rodrigues passou a minimizar a presença de grupos criminosos no estado — e na capital, Salvador, um dos principais destinos turísticos brasileiros.

Para o petista, o aumento do crime no estado é parte de uma onda internacional. “Não é só na Bahia, o Brasil está passando por isso. Estive agora na Europa e vi que a Europa também não está ausente desse movimento, que é internacional”, disse, durante evento de entrega de vans escolares nesta segunda-feira.

Ele ainda disse que o governo do estado está “muito firme do que estamos fazendo, equipando a polícia, seja com novos profissionais, concurso, capacitação, equipamentos de inteligência e viaturas”. O estado, no entanto, permanece como o mais violento do país e, como já mostrou a Crusoé, é um lugar perigoso até para as polícias, que são as mais violentas do país.

A fala de Jerônimo serviu para municiar sua oposição. ACM Neto (União Brasil), a quem Jerônimo venceu em 2022, disse que o petista “se esquiva da responsabilidade” e ignora questões relevantes: na Bélgica, onde o governador teve uma parada em sua turnê europeia, há uma tava de homicídios de 1 para cada 100 mil habitantes. Apenas na Bahia, onde o PT governa diretamente desde 2007, a taxa é de 34 por 100 mil habitantes.

“Definitivamente, governador, a nossa realidade é totalmente diferente da realidade da Europa”, afirmou ACM Neto.

No Pelourinho, um dos principais cartões postais brasileiros, o crime organizado passou a dominar as ruas da região, e não é difícil andar pela região sem ver a sigla do comando criminoso Bonde do Maluco (BDM) nas paredes. A expectativa de moradores e comerciantes da região de que o governo finalmente iria tratar com afinco da região parece mesmo ter feito água.

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