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Cunha retomará delação após saída de procuradores ligados a Janot

BRASILIA, DF, BRASIL, 15-09-2017, 18h00: O ex presidente da câmara dos deputados Eduardo Cunha desembarca do avião da PF no hangar da corporação em Brasília. Ele foi trazido de Curitiba, onde cumpre pena após condenação na operação Lava Jato, para prestar depoimentos à justiça na capital federal. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), preso há quase um ano, voltará a fazer uma oferta de acordo de delação premiada à equipe da procuradora-geral recém empossada, Raquel Dodge.

No entanto, a proposta será levada somente depois que os cinco investigadores que integraram o grupo do antecessor de Dodge, Rodrigo Janot, deixarem a equipe, segundo a Folha apurou.

Entre os nomes que Cunha quer ver afastado da mesa de negociação está o do promotor Sérgio Bruno, que hoje integra a equipe de transição. Está previsto que ele e os demais quatro colegas que trabalham nessa frente com Janot deixem a PGR (Procuradoria-Geral da República) em 30 dias.

Sérgio Bruno era um dos principais assessores do ex-procurador-geral nas tratativas de delação e comandou negociações com a da Odebrecht que envolveu 77 colaboradores.

Interlocutores de Cunha relataram à reportagem que ele só pretende retomar as conversas com o Grupo de Trabalho permanente da Lava Jato oficializado por Dodge. A procuradora-geral nomeou oito investigadores para compor essa equipe, sendo dois pertencentes a gestão anterior, Maria Clara Barros Noleto e Pedro Jorge do Nascimento Costa. As informações são de BELA MEGALE, Folha de São Paulo.

A ideia do ex-deputado e de pessoas ligadas a ele é usar este mês para turbinar o conteúdo do acordo já apresentado por Cunha para tornar a proposta mais atrativa. Novos anexos devem ser escritos ainda essa semana.

Na avaliação da equipe de Janot, a oferta apresentada pelo político e recusada pelos investigadores mirava os inimigos, principalmente aqueles que o delataram, e preservava os amigos.

Segundo a Folha apurou, esse é um dos motivos que fez o ex-deputado pedir a transferência permanente para Brasília, onde está sua equipe de advogados.

Oficialmente, a defesa de Cunha nega qualquer vínculo entre o pedido de mudança e a delação. Advogados afirmaram à Justiça a transferência para Brasília, além de facilitar o contato com os advogados, facilitaria que o político encontrasse a família, já que sua ex-mulher e mãe de três de seus filhos vive na cidade.

Questionado sobre as tratativas da delação de Cunha, o advogado Délio Lins e Silva disse que não se pronuncia sobre casos envolvendo seus clientes.

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