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Em parceria com SENAI-RN, SEBRAE lança Polo para Aceleração de Negócios de Energias Renováveis do Brasil

O Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE) no Rio Grande do Norte lançou oficialmente, nesta quarta-feira (10) – em parceria com o SENAI-RN – o projeto de instalação do “Polo para Aceleração de Negócios de Energias Renováveis do Brasil”.

O foco da investida, a primeira do SEBRAE com esse perfil no país, para a atividade, será a geração de conhecimentos, de conexões e negócios para turbinar pequenas empresas e startups que atuam ou queiram entrar nos setores de energia eólica, solar fotovoltaica, de biogás e hidrogênio verde.

A expectativa é que o projeto seja desenvolvido ao longo de, no mínimo, três anos, com estruturação iniciada ainda neste semestre.

A estrutura física será instalada no Hub de Inovação e Tecnologia (HIT) do SENAI-RN, em Natal, complexo que já sedia o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), principais referências do SENAI no Brasil em Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação (PD&I) e educação profissional para o setor de energia.

O POLO

“O Rio Grande do Norte está fazendo essa revolução, sediando esse Polo de Energia que não podia estar em lugar melhor, em mãos melhores, nem ter uma proposta melhor do que essa”, disse o presidente do SEBRAE Nacional, Carlos Melles, durante a apresentação do projeto, no evento “Energia 50 mais 50”, encerrado nesta quarta-feira na sede do SEBRAE Nacional, em Brasília.

Representantes do SEBRAE, o diretor do ISI-ER, do CTGAS-ER e do departamento regional do SENAI no Rio Grande do Norte, Rodrigo Mello, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR),

Rodrigo Sauaia, e o especialista em regulação da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Riomar Jorge, participaram do evento, transmitido ao vivo no YouTube (Clique aqui para assistir).

O “Polo para Aceleração de Negócios de Energias Renováveis do Brasil” será implantado no Rio Grande do Norte, com atuação voltada a todo o Brasil, de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE-RN, Itamar Manso Maciel Júnior.

Rodrigo Mello, diretor do SENAI, observou a importância do momento vivido pelo ecossistema de inovação potiguar e que atividades que já vinham crescendo diariamente, voltadas às energias, serão incrementadas a partir desse investimento.

IMPULSO

Mello frisa que a chegada do Polo ao HIT terá, entre outros desdobramentos, a criação e o fortalecimento de programas e projetos no setor para todo o Brasil. “Isso, certamente, deverá impulsionar e ampliar a participação de negócios de pequeno porte nessa cadeia produtiva de gigantes, além, claro, de aumentar ainda mais a importância do Rio Grande do Norte no contexto das atividades de energias renováveis para o Brasil”.

Durante apresentação sobre “o ambiente em que nasce o Polo do SEBRAE”, o diretor do SENAI-RN chamou a atenção para a força brasileira – e potiguar – na geração de energia e para os impactos da atividade no crescimento econômico.

Só em parques eólicos em terra, são 22 Gigawatts (GW) em capacidade instalada atualmente no país. Em futuros parques offshore – a serem instalados no mar – o potencial medido apenas no litoral do RN e do Ceará é de aproximadamente 140 GW. “São 10 Itaipus”, disse ele, em uma comparação com a maior hidrelétrica em operação no Brasil e segunda maior no mundo.

Nacionalmente,  o Brasil tem potencial estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em 700 GW, número que chega a superar essa marca em outros estudos sobre o setor.

“Nós temos, no Brasil, a maior fronteira do mundo de geração de energia, que é o offshore, e somos um país continental, com sol disponível do Rio Grande do Sul ao Amapá e com uma característica especial no setor de energia solar fotovoltaica: a característica de uma atividade com atuação da empresa local, de micro e pequenas empresas que desenvolvem empregos locais e que fazem circular moeda no município”, ressaltou Rodrigo Mello.

“O momento de dar passos como a instalação do Polo é esse. O momento em que o Brasil cresce, em que o mundo inteiro enxerga o Brasil como provedor de energia, e em que o pequeno negócio não pode ficar longe das oportunidades”, complementou ainda.

PROGRESSO

“Inserir as pequenas empresas e as startups nesse negócio é agora o grande desafio”. A observação foi feita pelo superintendente do SEBRAE-RN, Zeca Melo, durante o evento.
Em discurso que antecedeu o detalhamento do projeto, ele destacou os impactos que as energias renováveis têm trazido para estados como o Rio Grande do Norte e que é possível ir além.
“A energia renovável pode colocar o Rio Grande do Norte num patamar à frente e dar uma condição de progresso e prosperidade” à economia e aos negócios, frisou ele. “E não tem outra alternativa de progresso se você não incluir as pequenas empresas”, enfatizou.
O SEBRAE possui atualmente 12 polos de referência no Brasil para impulsionar pequenos negócios em áreas que vão desde artesanato (RJ); petróleo e gás (BA); até ecoturismo (MS); educação (MG); liderança (PR); sustentabilidade (MT); e agronegócio (GO). “O Polo de Energia é o mais novo da rede. O contrato foi assinado na semana passada e estamos começando em grande estilo, dentro da programação dos 50 anos do SEBRAE”, disse durante o evento a gestora do projeto no SEBRAE-RN, Lorena Roosevelt de Lima Alves.
A gestora explicou que a iniciativa que nasce agora é um desdobramento do RN Solar, programa de incentivo à cadeia produtiva de energia fotovoltaica, criado pelo SEBRAE para apontar alternativas e auxiliar na inclusão das empresas do setor de óleo e gás, quando a Petrobras anunciou que iria desinvestir nas áreas de exploração e produção de petróleo do Rio Grande do Norte.
“A Petrobras anunciou os desinvestimentos e não havia um horizonte claro sobre como seriam as estratégias para as empresas que atuavam no setor. Nós fomos então buscar outras oportunidades”, disse Lorena. O Polo de Aceleração lançado oficialmente nesta quarta-feira, segundo ela, é “Figital”, ou seja, é físico e também plataforma digital – presente no ambiente online – com o objetivo de gerar conhecimento, conexões e negócios.
Os diretores do SEBRAE-RN, Marcelo Toscano e João Hélio Cavalcanti Júnior, também participaram do evento.
SAIBA MAIS
O público-alvo do Polo
Pequenos negócios que atuam na cadeia de energias renováveis – solar fotovoltaica, eólica, biogás e biodigestores, como fornecedores de bens e serviços; Pequenos negócios dos segmentos priorizados que têm alto consumo de energia ou alto volume de empresas, para trabalhar gestão energética e/ou autogeração de energia;  Startups e empresas de base tecnológica com potencial para atuarem como provedoras de soluções tecnológicas para as cadeias de energias renováveis; e  Sistema Sebrae (Corpo diretivo e técnico) que tem ou pretende desenvolver iniciativas relacionadas às cadeias de energias renováveis.
Os objetivos específicos do projeto
Criar um ambiente virtual e físico de colaboração voltado para geração de inteligência e negócios para as cadeias de energias renováveis;
Desenvolver e disponibilizar agenda de eventos técnicos e de negócios para os segmentos atendidos e rede Sebrae em formato físico e virtual;
Ser um ambiente de benchmark de boas práticas empresariais e setoriais (solar, eólico, biomassa, biogás e hidrogênio verde) nacional e internacionalmente;
Realizar curadoria, produzir e prover produtos, serviços e soluções de suporte e apoio aos pequenos negócios para capacitação em gestão e desenvolvimento de tecnologias orientados ao segmento de energias renováveis;
Adquirir e disponibilizar soluções de mercado para o setor
Prover serviços para estimular a geração de negócios entre demandantes e ofertantes de bens e serviços;
Estabelecer uma governança compartilhada a partir do mapeamento e articulação de uma rede de atores (parceiros estratégicos nacionais e internacionais) para fomento de iniciativas que contribuam para a competitividade das atividades de Energias Renováveis;
Promover a dinamização e a melhoria do ambiente de negócios nos territórios impactados por atividades de Energias Renováveis;
Estruturar atuação em Rede do Sistema SEBRAE, por meio do compartilhamento de saberes entre especialistas do Sistema Sebrae e do mercado, visando a gestão do conhecimento e maior agregação de valor aos pequenos negócios e instituições parceiras, além de distribuir e disseminar o portfólio para a rede Sebrae e de parceiros estratégicos de forma a gerar maior eficiência e escala no atendimento.

Fonte: Portal Grande Ponto

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