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Em sete meses, Petrobras já alterou 144 vezes o preço da gasolina

O governo admite que os sucessivos reajustes na gasolina podem pressionar a inflação de 2018. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Desde julho do ano passado, quando adotou uma nova política de preços para os combustíveis, a Petrobras já promoveu 144 ajustes, 24 apenas neste ano. Nessa sexta, anunciou aumento de 0,5% para gasolina e de 0,6% no diesel, a vigorar a partir deste sábado. Tantos movimentos resultaram numa alta acumulada de 15% em 2017. Mas, com algumas reduções este ano, o reajuste acumulado desde então é de cerca de 8%. O dado revelou o descompasso dos preços praticados pelos postos de Brasília, cuja alta é de quase 30%.

Nas bombas do Distrito Federal, o aumento entre o valor mais baixo registrado em 4 de julho do ano passado, de R$ 3,05, e o menor verificado ontem, em Taguatinga, de R$ 3,88, é de 27,21%. Essa distorção ocorre, conforme a estatal, porque os preços são livres no Brasil. Mesmo que a Petrobras promova reduções nas refinarias, as distribuidoras e os donos de postos colocam suas margens em cima e, infelizmente, estão sempre mais dispostos a aumentar do que a reduzir os valores cobrados.

Por conta disso, o governo admite que os sucessivos reajustes na gasolina podem pressionar a inflação de 2018. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse ontem que o aumento no valor dos combustíveis é “sempre um problema”. “Para o cidadão comum, pesam mais, porque ele olha o preço de cada coisa, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é uma média de centenas de itens. Ainda vamos ver como é que vai ficar a inflação ao longo do ano”, disse. As informações são do Correio Braziliense.

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