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Facebook adverte que faz mal à democracia

Na segunda-feira (22), a empresa surpreendeu a todos com o reconhecimento oficial que as redes sociais podem ter um impacto negativo nas democracias. A própria executiva Katie Harbath, responsável pela equipe do Facebook que fecha parcerias com governos em todo o mundo, admitiu que a última campanha presidencial dos EUA mudou o entendimento inicial da companhia, que “da Primavera Árabe às robustas eleições ao redor do mundo, as redes sociais pareciam algo positivo”. Ela avalia que a empresa deveria ter sido mais rápida em identificar o surgimento de “fake news” e as “echo chambers” (câmaras de eco).

O diretor de engajamento cívico do Facebook, Samidh Chakrabarti, afirmou que “se existe uma verdade fundamental sobre o impacto das redes sociais na democracia, é que elas amplificam a intenção humana – seja para o bem, seja para o mal”.

Para a colunista Córa Ronai, o Facebook resolveu tirar o ano para discutir seu papel no mundo. Ela resumiu a situação de forma clara: a empresa finalmente reconheceu que com grandes poderes vêm grandes possibilidades.

Especialistas de muitos países saudaram a medida e acreditam que, ao final, o mundo ganhará com a decisão da poderosa empresa de tecnologia de avaliar a sua vasta influência nas eleições, na política e na vida de cada um de nós.

A declaração dos danos às democracias veio na sequência de mudanças no newsfeed, anunciadas por Mark Zuckerberg na semana anterior. Essas terão, com certeza, enorme impacto no modo de fazer comunicação e jornalismo, porque a rede social passa a priorizar posts de amigos e famílias em vez de notícias de veículos jornalísticos. O objetivo é reconectar o universo de 2 bilhões de usuários, anunciou.

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