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Forças Armadas começam a deixar a Rocinha

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As Forças Armadas iniciaram na madrugada desta sexta-feira (29) a retirada das tropas que atuaram no cerco à Rocinha, favela da zona sul carioca que tem sido palco de uma disputa entre traficantes rivais pelo controle do tráfico de drogas. Em apoio à Polícia Militar, os militares chegaram à comunidade na última sexta-feira (22), depois de uma semana com tiroteios diários que deixaram ao menos quatro mortos.

Os confrontos ocorreram depois de uma tentativa de invasão, em 17 de setembro, quando criminosos leais ao ex-chefe do tráfico Antônio Bonfim Lopes, o Nem, atacaram o bando de Rogério Avelino da Silva, o Rogério Avelino da Silva, que passou a ditar as ordens na favela após a prisão do antecessor, em 2011.

O objetivo de Nem, que cumpre pena em Porto Velho (RO), é retomar o controle das bocas de fumo. Mesmo detido e fora do Estado, ele continua a dar ordens na quadrilha. Já o ex-aliado e agora rival, Rogério 157, está foragido e é procurado pela polícia. Na quinta-feira (28), forças especiais da PM fizeram uma operação no Complexo da Maré, conjunto de favelas da zona norte da cidade, após denúncias de que o traficante poderia estar escondido nas favelas Nova Holanda e Parque União. Ele não foi encontrado. As informações são do UOL.

Com a saída das tropas federais, a função de estabelecer a ordem e a segurança na região caberá às polícias Militar e Civil. Já nesta manhã, homens da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) circulavam pelos principais acessos à favela.

Na quinta-feira (28), o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), já havia anunciado a retirada das Forças Armadas. Na visão dele, os militares cumpriram a missão designada e não havia mais necessidade de permanência na região. “Neste momento, a Rocinha está estabilizada”, disse.

No total, quase 1.000 homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica atuaram na operação de cerco à comunidade, que conta com aproximadamente 80 mil moradores. De acordo com o Ministério da Defesa, a retirada das tropas será gradual. A primeira a sair da favela foi a dos fuzileiros navais.

Até a noite de quinta, as forças de segurança prenderam 24 suspeitos durante as ações na Rocinha. Também foram apreendidos 25 fuzis, 14 granadas e sete bombas de fabricação caseira, segundo informou a Secretaria de Estado de Segurança Pública. Três suspeitos foram mortos durante confrontos entre policiais e criminosos.

Em uma semana de cerco, segundo o órgão estadual, a delegacia da Rocinha (11ª DP) conseguiu identificar 59 suspeitos de participação nos confrontos que ocorreram durante uma tentativa de invasão por parte de criminosos leais a Antônio Bonfim Lopes, o Nem, em 17 de setembro.

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