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Governo e Comando da PM ameaçam prender policiais grevistas no RN

O governo do Rio Grande do Norte e o comando da Polícia Militar (PM) avisaram, nesta segunda-feira, que vão cumprir a determinação da Justiça estadual de prender os policiais civis e militares, além dos bombeiros, que incitarem, defenderem ou participarem da paralisação iniciada no último dia 19. Após reunião com o desembargador Cláudio Santos — autor da decisão que obriga os responsáveis pela PM, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros a punir os grevistas —, a secretária de Segurança, Sheila Freitas, anunciou que vai publicar uma portaria informando a possibilidade de prisão para os agentes que não voltarem ao trabalho hoje.

— Em razão da determinação, nós pedimos que todos retornem às atividades. É imperioso o retorno, porque é uma determinação judicial para que eles (policiais militares e bombeiros grevistas) não incorram no crime de desobediência. É imperioso que se abram as delegacias e se faça o patrulhamento — disse Sheila.

O comandante da PM, coronel Osmar de Oliveira, disse que tem de cumprir as duas decisões judiciais que obrigam o retorno dos policiais ao patrulhamento. Além da decisão do desembargador Cláudio Santos, proferida no último domingo, a Justiça do RN já havia declarado, no dia 24 de dezembro, o movimento grevista ilegal.

— Sou solidário à minha tropa, mas temos uma determinação judicial. Conclamamos a PM a retornar — afirmou Osmar de Oliveira. As informações são de O Globo.

Desde sexta-feira, as ruas da Região Metropolitana de Natal e Mossoró são patrulhadas pelas Forças Armadas e agentes da Força Nacional de Segurança. Segundo o comandante da Operação Potiguar III, tenente coronel Igor Pasinato, foram realizadas, até ontem, 380 ações, como patrulhamentos e rondas. Os militares fizeram a segurança dos principais pontos do estado durante a noite de réveillon.

Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou que o número de homicídios no estado caiu depois do início da ação das Forças Armadas. Segundo Jugmann, foram registrados 18 homicídios na sexta-feira, primeiro dia da operação, 11 no sábado, dois no domingo e um na madrugada desta segunda. O ministro declarou também que houve queda nos registros de outros crimes, como arrombamentos.

— A segurança que as Forças Armadas proporciona se espalhou em todos os tipos de delitos — disse Jungmann.

Segundo o governo, 2.800 militares participam do patrulhamento no estado. A Operação Potiguar III é a terceira ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio Grande do Norte em dois anos.

Nesse período, o estado registrou números recordes de homicídios. Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Observatório de Violência Letal Intencional indicam que o Rio Grande do Norte teve 2.405 homicídios em 2017, um número 20,5% maior do que em 2016, quando foram registrados 1.995 assassinatos. Em 2015, foram 1.670 mortes violentas.

Segundo o instituto, o estado teve uma média de 6,61 mortes por dia em 2017. No ano anterior, a média foi de 5,48. Em 2015, de 4,59.

MILITAR É ENCONTRADO MORTO

Um militar que participava da ação no Rio Grande do Norte foi encontrado morto na madrugada desta segunda-feira em alojamento das Forças Armadas montado em Mossoró. O Exército confirmou a morte, mas não informou o nome, a idade e a patente do militar. A motivação da morte também não foi informada. O ministro da Defesa disse que o caso está sendo investigado:

— Ainda não temos informações concretas. Mas o que já podemos informar é que não houve um crime — declarou o ministro em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

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