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Governo estuda adiar reajuste de servidores em 2019

O governo federal estuda adiar o reajuste salarial dos servidores públicos em 2019, a fim de enfrentar o quadro fiscal para o ano que vem, informou neste sábado (21) o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. A decisão, porém, será tomada apenas mais à frente. “O ano que vem tem desafios do ponto de vista fiscal. A gente vai ter que discutir”, declarou Guardia, durante entrevista a jornalistas em Washington, após encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para Guardia, essa é uma alternativa que precisa ser levada em conta, mas que só será definida em agosto, quando o governo encaminhar a proposta de orçamento para 2019 ao Congresso. A possibilidade de adiamento foi exposta também pelo ministro do Planejamento, Esteves Colnago, em entrevista ao jornal “Estado de S. Paulo” no sábado (21).

“O ministro (Colnago) está corretamente colocando na mesa uma discussão bastante importante”, disse Guardia. O governo já informou que há um déficit de R$ 254,3 bilhões para o cumprimento da regra de ouro fiscal em 2019, que impede que a União se endivide para pagar despesas correntes, como salários. Já a meta de déficit fiscal (receitas menos despesas, antes do pagamento de juros) para o ano que vem é de R$ 139 bilhões.

Reformas. Guardia defendeu ainda a continuidade das reformas para garantir o equilíbrio fiscal do Brasil no próximo ano, “independentemente do que se diga em campanha”. “Não vai haver um crescimento sustentável sem a continuidade das reformas. Quem estiver no governo no ano que vem vai ter que enfrentar isso”, disse.

Guardia, que passou a semana no encontro do FMI, disse que existe um consenso sobre a necessidade de reformas no Brasil, em função do crescimento da dívida pública. Ele citou as reformas da Previdência e tributária como algo que “precisamos fazer”. “A realidade vai se impor de maneira tão clara que é muito difícil alguém desviar dessa rota. Senão, quem vai pagar o preço é a população brasileira”, disse.

O ministro acredita que há uma “janela de oportunidade” para aprovar as medidas, em função da retomada do crescimento brasileiro e do bom momento da economia mundial.

Alternativas

Equilíbrio. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse também que há outras alternativas para equilibrar as contas públicas, como a reoneração da folha de pagamentos, mas que precisará de aprovação do Congresso. Guardia disse ainda que o momento é “bastante positivo” no mundo, com baixo risco no curto prazo, abrindo uma janela de oportunidade para que os países avancem para reforçar os fundamentos de suas economias.

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