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Joesley Batista e Ricardo Saud colocam passaportes à disposição da Justiça

O empresário Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud, do grupo empresarial J&F, colocaram seus passaportes à disposição da Justiça, segundo informações da defesa. Eles pediram também para serem ouvidos antes de o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidir sobre o pedido de prisão contra os dois protocolado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta sexta-feira.

O pedido para que sejam ouvidos foi feito ainda na sexta-feira a Fachin. Segundo o advogado Pierpaolo Bottini, que cuida dos desdobramentos da delação da J&F, os clientes não “entregaram” os passaportes, mas os colocaram à disposição do Supremo.

Joesley e Saud podem perder a imunidade penal que receberam no acordo de delação premiada, após gravações feitas pelos dois levantarem suspeitas de que omitiram informações. O principal ponto são os indícios de que o ex-procurador da República Marcello Miller ajudou Joesley e Saud a produzir provas para obter o acordo com Janot. As informações são de RENATA MARIZ, O Globo.

Além de Saud e Joesley, Marcello Miller também é alvo de pedido de prisão de Janot. Miller foi ouvido nesta sexta-feira num depoimento que durou cerca de dez horas. O advogado André Perecmanis, que defende o ex-procurador, ficou indignado na saída da audiência, após ser informado do pedido de prisão contra Miller. Isso sinaliza, segundo ele, que o depoimento do cliente não interessa de fato ao MPF.

Joesley foi ouvido na quarta-feira na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília. Ele negou ter sido assistido por Miller para fazer a delação premiada. O empresário tentou minimizar a conversa em que ele e Saud falam sobre o ex-procurador.

O áudio, entregue pela própria empresa em meio a outras gravações, levou Janot a pedir a prisão dos dois e de Miller. Com isso, o acordo de delação pode ser rescindido.

No próprio acordo, há cláusulas que preveem a rescisão, no caso de o delator mentir ou omitir informações, por exemplo. Se cancelada a delação por culpa do colaborador, está previsto que as provas obtidas, inclusive por meio de depoimentos, continuam válidas. Mas essa é uma questão jurídica que deve ser analisada no Supremo.

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