Juiz terá que esclarecer ao CNJ postagens feitas em rede social chamando presidente e vice de “trastes”

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O ministro Humberto Martins, corregedor nacional de Justiça, instaurou, na quarta-feira, 15, pedido de providências contra o juiz de Direito Guilherme Diamantino de Oliveira Weber, do TJ/SE. O magistrado deve prestar esclarecimentos à Corregedoria Nacional sobre postagens realizadas no perfil pessoal @gdweber do Twitter, a princípio pertencente a ele.

Entre as postagens, destaca-se:

“O vice-presidente regozijando-se de um período tosco da história nacional que foi a ditadura militar. Eu nunca vou perdoar quem colocou trastes como este arremedo de democrata no poder…”;

“Este negócio de pandemia torna tudo o avesso do avesso do avesso. É liberal implorando ajuda do estado; é gente se preocupando com o pobre quando nunca se preocupou com a pobreza”;

“O que mudará mesmo é que não veremos mais o ministro da Saúde participar de ‘lives’ de duplas sertanejas e de coletivas com coletinhos do SUS.”

Ao instaurar o procedimento, o ministro Humberto Martins considerou que as postagens na rede social podem, em tese, caracterizar conduta que infringe os deveres dos magistrados estabelecidos na Loman – Lei Orgânica da Magistratura Nacional, no Código de Ética da Magistratura e na resolução 305/19 do CNJ.

O corregedor nacional determinou a intimação do juiz do TJ/SE para que preste informações no prazo de 15 dias.

Migalhas

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