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Lacerda diz ‘desprezar’ acordo entre PT e PSB e rejeita Senado em MG

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB)

Depois do acordo entre PT e PSB pela neutralidade dos socialistas no primeiro turno da eleição presidencial, que envolveu a retirada da candidatura Marcio Lacerda (PSB) ao governo de Minas Gerais, o ex-prefeito de Belo Horizonte se disse “indignado, perplexo e revoltado” com a decisão do partido e rejeitou ser candidato ao Senado na chapa do governador mineiro, Fernando Pimentel (PT), que buscará a reeleição.

Por meio de uma nota divulgada no final da tarde desta quarta-feira, 1, Lacerda afirma que recebeu a notícia sobre o acordo com “surpresa” e “desprezo” e que o presidente do PSB, Carlos Siqueira, vinha ressaltando que sua candidatura era “uma das prioridades” da legenda.

“A mim foi oferecida, como alternativa à candidatura ao governo do Estado, a candidatura ao Senado em uma composição com o Partido dos Trabalhadores, sugestão com a qual prontamente discordei”, diz o pessebista que, neste caso, teria como companheira de chapa a ex-presidente Dilma Rousseff, que disputará uma das duas vagas ao Senado por Minas.

“Mesmo quando interesses que não estão a serviço para o melhor da população, das cidades, estados e país, não podemos perder a esperança”, continuou Lacerda. João Pedroso de Campos – VEJA

Para concretizar o acerto com o PSB, que isolou na disputa presidencial Ciro Gomes (PDT), o principal rival do PT na esquerda, os petistas tiveram que ceder à principal exigência dos pessebistas: abrir mão da candidatura da vereadora de Recife Marília Arraes (PT) ao governo de Pernambuco por uma aliança local com o atual governador, Paulo Câmara (PSB).

A popularidade do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado, assim como em outros do Nordeste, eram vistos como obstáculos à reeleição de Câmara, prioridade do PSB.

Em troca, o partido comandado por Carlos Siqueira abriria mão da candidatura de Marcio Lacerda e se somaria à coligação de Pimentel, além de liberar diretórios estaduais a coligações com o PT. É possível que os dois partidos estejam no mesmo palanque eleitoral em 14 estados. Em Amazonas, Amapá e Paraíba, além de Pernambuco, os petistas apoiarão candidatos do PSB ao Executivos estaduais.

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