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Líderes parlamentares debatem sobre segurança, fake news e obrigações da União com o Estado

No horário destinado às lideranças partidárias, na sessão desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa, o deputado Subtenente Eliabe (Solidariedade), fez um resumo do saldo negativo para a Polícia do Rio Grande do Norte nos últimos dias. Ele se referiu aos atentados de policiais registrados, inclusive com mortes, como o ocorrido em Mossoró, tendo como vítima o Cabo da PM, Marcolino.

“Na Polícia Militar desde 2011, o Cabo Marcolino sempre pautou sua conduta pela ética ao defender a vida da população”, afirmou o deputado, solidário à família do militar, que na quinta-feira (08) foi atingido com um tiro na cabeça após reagir a uma tentativa de assalto, foi internado em estado grave e não resistiu. O deputado também citou os casos do policial Cléverson Luís, morto no último dia 8, também vítima de um assalto. “Ele foi assassinado na frente de sua família”, lamentou o parlamentar.
“Essas ocorrências fogem à sua normalidade por se tratar de agentes de segurança”, disse o Subtenente Eliabe, chamando atenção da Secretaria de Segurança Pública do Estado. “Que sejam criados mecanismos de proteção a esses profissionais”, apelou o parlamentar.

O deputado Nelter Queiroz (MDB) fez um apelo também para o Governo do Estado, na intenção de evitar a apreensão de motocicletas ‘do povo simples’ da região Seridó. Ele afirmou que a fiscalização tem sido mais rígida na região, permitindo que os proprietários trafeguem sem problemas em outras regiões do Estado. Nelter se referiu às apreensões motivadas por atraso na documentação dos veículos.

“Se a moto for roubada ou usada em crimes, tem que ser apreendida”, disse o parlamentar, pedindo ajuda ao deputado Vivaldo Costa (PSD), seridoense como ele, para levar o caso à governadora Fátima Bezerra (PT). O parlamentar acusou a governadora de não estar sensível à população ‘pobre’ do Rio Grande do Norte.

Líder do Governo na Assembleia, o deputado Francisco do PT se pronunciou sobre o que identifica como ‘indústria de fake news’, que segundo o parlamentar, é operada a partir de Brasília, seguindo para estados e municípios. Ele ressaltou a denúncia contra a governadora Fátima Bezerra, de que ela teria ‘desviado’ mais de R$ 900 milhões dos recursos destinados pela União para a Covid, para pagar salários de servidores. “O próprio Tribunal de Contas do Estado mostrou que não é bem assim”, afirmou Francisco do PT, explicando as rubricas das contas do Estado e como o dinheiro pode ser utilizado.

O deputado Francisco do PT rebateu acusações feitas por colegas de plenário. Sobre os recursos utilizados para pagar respiradores que nunca foram entregues, explicou que o próprio Ministério Público entendeu não ter havido má fé, e disse que o caso foi encaminhado à Justiça. Sobre um contrato para compra de ambulâncias, questionado pela oposição, atestou que o processo foi arquivado pelo Tribunal de Contas. E sobre a compra de sacolas de lixo, concluiu que o Governo já se posicionou.

Membro da Comissão formada na Assembleia para acompanhar os gastos com a pandemia, o deputado Francisco do PT lamentou que a mesma não tem se reunido. “Desde o fim do ano passado a Comissão abriu mão de acompanhar”, disse o deputado, relatando os repasses da União, que incluem, além de recursos para a covid, as compensações financeiras e repasses constitucionais. “Não é favor de presidente da República cumprir com obrigações constitucionais”, disse.

O deputado Francisco do PT disse ainda que os criadores de informações falsas o fazem para evitar a comparação entre a gestão da governadora Fátima Bezerra e as gestões anteriores. “Hoje o Rio Grande do Norte é diferente de até 31 de dezembro de 2018, quando os funcionários trabalhavam e não sabiam se iriam receber os salários”. Francisco do PT citou as folhas deixadas em aberto, mesmo, segundo ele, o Governo anterior ter sido contemplado com repatriações e com o uso de Fundo Previdenciário para pagamento de salários.

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