Lutar para que a Saúde do Vale funcione para salvar vidas é direito inalienável de todo cidadão e a omissão é que coloca a morte em vantagem contra a vida

 

Saúde, Educação e Moradia são direitos inalienáveis do cidadão, assim como lutar por eles também é.

O direito inalienável é um direito com o qual as pessoas nascem e do qual nunca poderão ser privadas, não podem ser vendidos, cedidos, barganhados ou oprimidos.

Mas constantemente o acesso a saúde se torna mais precário, e querem impedir que a crítica faça parte do cotidiano, porque a gestão que normalmente está no poder quer impedir essas críticas, então tentam fazer com que a luta por um acesso digno a saúde seja visto como algo que é ruim, principalmente em ano eleitoral.

É inquestionável que Assú e região ter uma maternidade é algo excelente, mas a verdade precisa não apenas ser dita, mas esclarecida também, pois se um serviço de saúde não está apto para funcionar 100% como está sendo divulgado, as pessoas precisam saber disso.

Tanto em Assú como outras cidades do estado e do país, hospitais recebem em ano eleitoral mega estruturas, salas estruturadas com equipamentos de ponta, mas quando chega na parte do funcionamento real, elas não estão valendo, porque as vezes falta profissionais, falta equipe, falta vontade do poder politico em gerir a saúde do jeito certo.

Ter uma estrutura de ponta e não ter a equipe definida e escalada não é justo para a população.  E se calar diante disso também não é justo.

As fraturas expostas nos últimos anos na saúde de Assú e região é gritante, e hoje não há mais espaços para politicagem barata, é preciso ações que funcionem, e se não estão funcionando, que seja dito ao povo.

O óbito que aparentemte existiu no Regional de Assú não é para ser um tabu, aqui ninguém quer nomes e sobrenomes, se quer esclarecimento para uma situação que ganhou enormes proporções junta as rodas de conversas, se realmente o fato triste do óbito tem a ver com falha no sistema de saúde da maternidade e do estado, e se foi, quais medidas estão sendo tomadas para  evitar que aconteça de novo, ou se simplesmente, o óbito foi algo que estava além da capacidade humana e dos médicos de solucionar. Apenas isso.

Falta de vontade política, falta de medicamentos e prioridades para investir na saúde da região do vale é que tem colocado a morte em vantagem contra a vida, e criar tabu para se falar sobre os problemas é algo que só piora esse serviço que já é ruim.

A prova de que vontade move montanhas foi no triste período da pandemia, em que vimos governos que demoravam anos para reformar e equipar hospitais, se viu tendo que criar hospitais de campanha do nada e os fazendo funcionar, então desculpas já estão fora de  moda, queremos ações concretas e visíveis a olho nu.

A saúde a exemplo de tantos outros direitos só vai ganhar se todos perceberem que ela é resultado de luta, enfrentamento e a diária resistência em defesa da vida.

O SUS já é uma vitória, mas melhorar e tornar mais digno esse acesso pelo visto é uma luta que está longe de chegar ao fim, e em Assú então, a situação quer calar e tratar os problemas como algo que é proibido falar. Mas a democracia nos permite esse direito, de falar, falar de novo, criticar, e cobrar mais e mais, porque quem é pago com recurso público deve servir ao povo.

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