Maia se mostra ‘tenso e preocupado’ e não larga o celular na Argentina

Tenso e preocupado. Esses foram os adjetivos usados por parlamentares e altas autoridades do Congresso argentino ao serem perguntados sobre como viram o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante sua visita à Argentina. As fontes consultadas se reuniram com Maia no Foro Parlamentar sobre Relações Internacionais e Diplomacia Parlamentar e ficaram surpresas com a dependência do presidente da Câmara de seu celular.

– Ele claramente estava com a cabeça longe daqui, muito ligado em tudo o que está acontecendo no Brasil – disse uma alta autoridade parlamentar argentina.

Maia, de fato, não desgrudou de seu celular. Durante eventos do Foro passou a maioria do tempo conectado, recebendo e mandando mensagens.

– O vi preocupado, mas também muito cauteloso. Não fez qualquer comentário sobre o futuro do governo Michel Temer – assegurou outra fonte argentina. As informações são de O Globo.

Maia não evitou a imprensa, pelo contrário. Aceitou falar com jornalistas brasileiros e argentinos e respondeu todas as perguntas, com serenidade. A palavra preocupação tampouco foi evitada pelo presidente da Câmara, que durante todo momento mostrou-se sério e de cara fechada. Um dos poucos sorrisos do dia foi esboçado quando conversou por telefone sobre a vitória do Botafogo.

– Ele parece ser uma pessoa reservada. As conversas foram boas, falou-se sobre Venezuela, a importância da troca de experiências na região, foi até marcado um encontro de presidentes de Câmaras do continente para o final de agosto ou começo de setembro, aqui em Buenos Aires – comentou uma fonte do Congresso argentino.

Os comentários nos corredores do Parlamento argentino eram intensos. “Será que esse será o futuro presidente do Brasil?”, perguntavam parlamentares locais e de outros países que participaram do foro a jornalistas brasileiros.

O venezuelano Manuel Avendaño, encarregado de relações internacionais do partido Vontade Popular (VP), liderado por Leopoldo López (preso desde fevereiro de 2014), fez questão de tirar uma foto com Maia. Ele pediu apoio à causa opositora venezuelana e conversou alguns minutos com o presidente da Câmara que, em Buenos Aires, alertou para os enormes riscos que enfrenta a democracia venezuelana.

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