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Mais de meio milhão assinam petição em defesa da Amazônia

Em apenas três dias, mais de meio milhão de pessoas assinaram uma petição da organização Avaaz em defesa da Amazônia. Até 11 horas da manhã desta terça-feira, o documento tinha recebido 584.898 nomes. O abaixo-assinado “Impeça que a Amazônia vire um deserto” foi criado depois do decreto publicado pelo governo na semana passada, que extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), criada em 1984, ainda durante a ditadura militar, e liberou a exploração mineral na região.

O decreto diz que uma região de cerca de 47 mil quilômetros quadrados entre o Pará e o Amapá está liberada para extração de ouro e outros minerais nobres. A área fechada é maior que a Dinamarca e tem o tamanho equivalente ao do estado do Espírito Santo, ou oito vezes a dimensão do Distrito Federal.

Nesta segunda-feira, o governo federal decidiu revogar o decreto que acaba com a Renca e publicou um novo decreto que mantém a área aberta à mineração, mas detalha “ponto a ponto” de como será a preservação ambiental na região. O novo texto diz, por exemplo, que não poderá haver mineração em unidades de conservação ambiental e indígena. As informações são de O Globo.

O ritmo de novas assinaturas tem sido intenso. Em menos de meia hora na manhã desta terça-feira, foram dez mil novas adesões.

O texto da petição afirma que “Na surdina, aprovaram o desmate de uma área equivalente ao tamanho da Dinamarca: não podemos deixar mais essa passar”, fazendo referência à extinção da reserva. Mas alerta para um outro risco: o projeto de lei 8107/17, que reduz em 30% a Floresta Nacional do Jamanxim (Flona), no Pará.

“Pedimos o abandono total e definitivo da PL 8.107/17. Exijimos também que ouçam o apelo do povo brasileiro e parem, de uma vez por todas, de passar leis, decretos e qualquer outra medida legislativa irresponsável para agradar interesses da bancada ruralista e outros poderosos. Esse abuso gera o desmate e destruição irreversível da floresta Amazônica, patrimônio da humanidade das gerações atuais e futuras”, ressalta o documento, apontando que o projeto “será analisado por uma comissão especial a qualquer momento, precisamos pressioná-los a abandonar de vez essa lei”.

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