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“Manifestação esdrúxula”, dizem advogados, sobre fala de Mariz em jantar para Lula

Mais de mil advogados divulgaram uma nota na qual repudiam declarações de Antônio Cláudio Mariz de Oliveira (foto), que, em jantar em homenagem a Lula no fim de 2021, teve a desfaçatez de perguntar: “O crime já aconteceu, o que adianta punir?”.

Como O Antagonista mostrou na época, em discurso no encontro organizado pelo Grupo Prerrogativas, Mariz também disse: “Que se puna, mas que não se ache que a punição irá combater a corrupção”. No mesmo evento, o advogado Alberto Toron afirmou que “Lula é o símbolo mais elevado da Justiça”.

Nesta semanaSergio Moro chamou Mariz de “líder do clube dos advogados pela impunidade”.

Na nota divulgada há pouco, o grupo de 1.143 advogados afirma que a “advocacia brasileira não glamouriza o crime, o criminoso, a injustiça, a impunidade e a corrupção”.

“A maioria dos bons advogados primam pela correção de atitudes, pela ética, pela
moralidade, respeito às leis e a Justiça. A fala de um advogado ao dizer que Lula é o símbolo mais elevado da Justiça configura-se uma afronta ao bom senso e tem como condão criar uma fantasia absurda. Tal afirmativa não se sustenta perante seus pares de profissão e nem ao crivo da crítica da sociedade que não se deixa enganar com falsa verdade”, diz trecho do texto.

Segundo os advogados, as leis existentes impedem que criminosos cometam crimes contra a ordem pública e privada, e, se os cometerem, que sejam processados e punidos, conforme o devido processo legal.

“A sociedade e Advocacia brasileira testemunhou a manifestação de um advogado
normalizando a consumação criminosa e minimizando a punibilidade como reprimenda legal garantidora da manutenção da ordem pública e da paz social. A corrupção que assola nosso País até hoje é herança deixada pela esquerda e seus associados em todas as esferas públicas e políticas durante o (des)governo do PT”, afirmam na nota.

Clique aqui para ler a íntegra nota.

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