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Ministério da Saúde recomenda uso de máscara com alta de casos de Covid-19

O uso da máscara voltou a ser recomendada pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, neste domingo (13). O motivo foram os aumentos de casos de covid-19, em especial, com a BQ.1, uma sublinhagem de BA.5, da Ômicron. A orientação foca, em especial, nas populações mais vulneráveis às complicações pelas doenças, como é o caso imunodeprimidos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

Segundo dados da situação epidemiológica entre 6 e 11 de novembro, foram notificados 57.825 casos e 314 mortes causadas pelo coronavírus. Já a média móvel nos últimos sete dias aumentou 120%. Em números absolutos, o número de diagnósticos diários saiu de 3.834 para 8.448. A média móvel de óbitos foi de 46, um acréscimo de 28% se comparado com a última semana, com 36.

O Ministério da Saúde também recomenda que os casos suspeitos ou confirmados devem permanecer em isolamento. Medidas como manter o esquema vacinal completo, com atenção às doses de reforço, e a lavagem das mãos com álcool 70% e água e sabão também continuam sendo formas de combater a covid-19.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza o monitoramento das diferentes linhagens, a BQ.1 já foi detectada em 65 países, incluindo o Brasil, e apresenta uma prevalência de 9%.

Novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde com os dados de domingo (13) informa que o Brasil registrou pelo menos mais quatro mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. O número é parcial, pois as secretarias de Saúde de 13 unidades da federação ainda não encaminharam a atualização de dados sobre a doença.

Restam pendentes os dados da Bahia, do Distrito Federal, do Maranhão, de Minas Gerais, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, da Paraíba, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, de Roraima e São Paulo e do Tocantins. Com as atualizações dos demais estados, foram registrados 994 novos diagnósticos de covi-19.

O novo Boletim InfoGripe Fiocruz sinaliza para o aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com resultado laboratorial positivo para Sars-CoV-2 (Covid-19) na população adulta do Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Segundo o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ainda não é possível afirmar que esse crescimento esteja relacionado especificamente com as identificações recentes de novas sublinhagens identificadas em alguns locais do país. O tempo transcorrido desde o pico observado entre maio e junho de 2022 pode ser um dos fatores a contribuir.

Nos estados citados, o sinal é mais claro nas faixas etárias a partir de 18 anos até o momento. A exceção é o Rio Grande do Sul, que apresenta essa tendência apenas nas faixas etárias a partir de 60 anos. “Como os dados laboratoriais demoram mais a entrar no sistema, é esperado que os números de casos das semanas recentes sejam maiores do que o observado nesta atualização, podendo inclusive aumentar o número de estados em tal situação”, explica o pesquisador da Fiocruz. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 44, período de 30 de outubro a 5 de novembro, a análise tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 7 de novembro.

O cientista destaca, ainda, que a hipótese de uma sazonalidade da Covid-19 com dois picos anuais se torna mais provável se o cenário de algumas unidades federativas se traduzir em outro ciclo de aumento expressivo. “Diferente do Influenza e outros vírus respiratórios com tipicamente um pico por ano, a Covid-19 pode estar se encaminhando para uma realidade na qual a gente tenha que conviver com dois momentos do aumento da sua circulação”, reforça Marcelo Gomes.

Dez das 27 unidades federativas apresentam crescimento moderado de SRAG na tendência de longo prazo até a SE 44: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Na maioria desses estados, o crescimento se concentra fundamentalmente entre crianças e adolescentes.

Doze das 27 capitais apresentam crescimento moderado na tendência de longo prazo até o mesmo período: Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI). Nas demais, há queda ou estabilidade na tendência de longo prazo, e de estabilidade nas semanas recentes (curto prazo).

Na maioria das capitais que apresentam algum sinal de consistência no crescimento, tal se concentra predominantemente em crianças. As exceções são Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, que apresentam crescimento nas faixas etárias acima de 60 anos.

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