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Ministro da Justiça diz que delação da J&F mostra ‘pouco preparo’ do MPF

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, acredita que o impasse no processo dos delatores da J&F, presos por supostamente omitir informações na colaboração, seja fruto do “pouco preparo profissional de quem atuou” pelo Ministério Público Federal (MPF). Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, publicada na manhã desta segunda-feira, o chefe da pasta não quis opinar sobre a possível anulação dos benefícios de Joesley Batista e Ricardo Saud, mas descartou classificar a reviravolta como uma “vergonha” do Judiciário.

“Não é uma vergonha. A delação é um instituto novo no Brasil. O que me surpreende é que haja vazamento (…) Outra coisa que não foi aprendida é a técnica do interrogatório. Basta ver cinema, que um interrogador experiente sabe ler os olhos (…) tudo é indicativo de estado de espírito. Não é possível, não seria razoável admitir, que esses dois delatores e outros mais tenham enganado tão bem tantos, tanto tempo”, frisou o ministro.

“O triste”, segundo ele, é que a colaboração tenha sido colocada em prática por “pessoas que não se preparam para essa tarefa”. Jardim ainda disse que “prefere crer” que houve “pouco preparo profissional” a considerar que a suposta omissão de informações coloque o MPF sob suspeita. Na visão do ministro, a prisão dos delatores terá “consequências graves”. As informações são de O Globo.

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