Ministro do STF dá aval a novo inquérito contra Aécio por lavagem de dinheiro

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) conversa com os advogados Alberto Toron e Marcelo Leonardo na entrada de sua residência em Brasília (DF)

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) conversa com os advogados na entrada de sua residência

LETÍCIA CASADO –  Folha de São Paulo

O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de novo inquérito para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por lavagem de dinheiro com base nas acusações dos delatores da JBS.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) vai investigar se o tucano tentou ocultar a origem de R$ 2 milhões que teria recebido de Joesley Batista, um dos donos da JBS. O senador já foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Com a decisão de hoje, Aécio passa a ser investigado em nove inquéritos decorrentes da Lava Jato.

Na mesma decisão, Marco Aurélio também desmembrou a investigação e mandou para a Justiça Federal de São Paulo a parte relativa aos investigados que não têm foro privilegiado –Andrea Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo de Aécio, e Mendherson de Souza, assessor do senador Zezé Perrella. Eles também já foram denunciados pela PGR, mas apenas por corrupção passiva.

Por meio de nota, a defesa de Aécio informou que recebeu a informação “com naturalidade por se tratar de desdobramento da denúncia inicial”. “A investigação demonstrará que não se pode falar em lavagem ou propina, pois trata-se de dinheiro de origem lícita numa operação entre privados, portanto sem envolver recurso público ou qualquer contrapartida. Assim, não houve crime”, diz Alberto Toron, que defende o tucano.

Aécio foi gravado secretamente pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo R$ 2 milhões para pagar um advogado para defendê-lo na Lava Jato. O dinheiro foi incialmente pedido por Andrea Neves, irmã do senador.

Com autorização do STF, a Polícia Federal filmou o pagamento de uma parcela.

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