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Motoristas têm direito de pedir indenização por danos causados por buracos

O registro de chuvas intensas dos últimos meses na capital potiguar  acentuou um problema bastante conhecido dos natalenses: os buracos, que surgiram em maior quantidade em todas as regiões da cidade. Com isso, aumenta não só a insatisfação dos motoristas com a infraestrutura viária, mas também os relatos de prejuízos em razão dos danos causados aos veículos. Muita gente não sabe, no entanto, que  o proprietário que tiver o carro danificado por falta de manutenção ou sinalização da via, tem direito a receber indenização do órgão responsável por ela.

O taxista João Marcelino Souza, de 66 anos, teve que desembolsar cerca de R$ 700 para trocar os pneus e a suspensão do carro este ano por causa dos danos provocados pelos buracos que tomaram conta da cidade. “Caí em um buraco e os dois pneus estouraram. A situação é difícil.  Praticamente toda a cidade está esburacada. A gente sai de um e esbarra em outro”, desabafa.

João Marcelino, que trabalha como taxista há 40 anos, afirma não ter ciência de que poderia ter recorrido a um pedido de indenização para buscar sanar os prejuízos com os quais arcou. “Não sabia que podia pedir essa indenização”, confessa. E ele não é o único. Outros motoristas ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE revelaram não ter ciência do direito, que é garantido pelo Art. 1º do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

“A gente não sabia dessa informação”, disse Pablo Rodrigo, ao contar que já teve problemas com o amortecedor do carro e o pneu, que furou por causa dos buracos e precisou ser trocado”, conta. Pablo e o colega, Fábio Felipe de Melo, trabalham com manutenção de ar-condicionado e trafegam diariamente pela cidade para atender aos clientes.

“Também tive um pneu furado este ano e o aro da moto amassou”, comenta Fábio. Para os dois, os bairros do Alecrim e da Ribeira, na zona Leste de Natal, são os mais complicados, em razão da buraqueira nas ruas e avenidas. Já para Diego Marco, de 32 anos, os maiores problemas estão na zona Norte, onde ele mora. “As regiões mais difíceis estão principalmente na Estrada da Redinha e na Avenida das Fronteiras”, relata.

Diego trabalha como gerente de uma financeira na zona Sul. Ele afirma que precisa enfrentar os transtornos provocados pela falta de estrutura, especialmente, na zona Norte, diariamente, ao se deslocar para o trabalho. “Felizmente, até agora, não tive nenhum grande prejuízo, mas o carro está ficando ‘folgado’ nos últimos meses por causa dos buracos. Não sabia que podia pedir indenização em caso de prejuízos”, pontua.

Já a bancária Thábata Lorena, disse que tem conhecimento sobre o direito à indenização mas disse que esperar nunca precisar utilizá-lo. “Trafego muito pela Ayrton Senna e acho que é uma área de muitos buracos. Graças a Deus não passei por nenhum susto nem tive prejuízos até o momento. E espero não ter”, descreve.

Tribuna do Norte

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