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No dia 13, servidores da Saúde e Uern completam dois meses de greve

Na Saúde, a paralisação - principalmente, de enfermeiros e técnicos - prejudica o atendimento no maior hospital de urgência, o HWG

A crise que paira sobre a segurança pública no Rio Grande do Norte, ofuscou a luta de outras categorias de servidores estaduais: caso da greve de enfermeiros e técnicos de enfermagem que, no próximo dia 13 completa dois meses; e dos professores da Universidade do Estado (UERN), parados desde o dia 10 de novembro.

O atraso sistemático dos salários, e a falta de um calendário de pagamento, estão no foco das reivindicações – de acordo com as informações apuradas, ainda há a possibilidade de outros segmentos aderirem ao movimento. “Estamos em uma posição tão defensiva, que exigimos apenas o pagamento dos nossos salários em dia”, disse o professor de Filosofia Ramos Neves, lotado no campus da UERN em Mossoró.

Ramos lembrou que os servidores da instituição estão sem reajuste há três anos, e que a UERN almeja a mesma autonomia de gestão conferida pelo Governo do RN à Companhia de Águas e Esgotos (Caern) e ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN). Ele afirma que a questão da autonomia é uma “bandeira antiga” e ressalta que “os professores estão unidos e os alunos apóiam a greve. As informações são da Tribuna do Norte.

Os técnicos administrativos que ainda estão divididos”. Até a tarde de ontem, a exemplo de outras categorias como os profissionais da saúde e da segurança pública, apenas os professores e servidores da UERN que ganham até R$ 4 mil receberam o salário refente ao mês de novembro. “O Governo prometeu pagar o restante da folha de novembro até amanhã (hoje), um sábado (6). Espero que sim, mas acho difícil: estão postergando essa data faz tempo, é a terceira vez que prometem esse pagamento”, criticou o professor.

Apesar de ter saído dos holofotes devido a crise na segurança, a greve de enfermeiros e de técnicos de enfermagem tem prejudicado a rotina nos principais hospitais da rede pública de saúde do Estado. A diretora do Sindicato dos Servidores em Saúde (SindSaúde/RN), Rosália Fernandes, afirmou que a categoria “continua mobilizada e realizando assembleias quase que diariamente. Como já fizemos muitas atividades na rua, decidimos voltar nossas atenções para dentro dos hospitais a partir dessa próxima semana. Queremos conscientizar todos servidores sobre a importância do nosso movimento”.

Rosália reclama que “até antes da polícia, éramos nós (da saúde) que estávamos em total evidência. A paralisação deles ganhou visibilidade e soterrou a nossa”. Para a sindicalista, a presença das Forças Armadas nas ruas “mostra que o Governo do Estado está sem o controle da situação”.

Com o desfalque nas equipes de enfermarias dos hospitais, a prestação dos serviços de atendimento básico, como a troca de curativos e a higienização de pacientes que estão internados, deixaram de ser feitos com regularidade. “Tem muita gente em casa, que não está conseguindo vir trabalhar por falta de dinheiro para pagar o transporte. Aquelas caronas que a Sesap (Secretaria Estadual de Saúde ) programou não estão funcionando de forma eficaz”, observou Rosália, alertando para o grande número de servidores que estão saindo de licença médica devido a problemas psicológicos. “Essa situação, de trabalhar sem estrutura e sem receber salários, está abalando as pessoas. Muitas já estão trabalhando na base de medicação”, disse ela.

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