Operação investiga suposta fraude de R$ 80 milhões em contratos do Porto de Santos

Porto de Santos
Presidente da Codesp, estatal que administra o porto, está entre os detidos

A Justiça Federal em Santos decretou sete mandados de prisão, a pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, contra pessoas suspeitas de participação em um suposto esquema de corrupção e fraudes em contratos do Porto de Santos e da Secretaria de Portos, vinculada ao Ministério dos Transportes.

Segundo o MPF, a suspeita é que o esquema tenha desviado R$ 80 milhões.

O presidente da Codesp  (Companhia Docas do Estado de São Paulo), José Alex Oliva, está entre os detidos. A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Oliva.

A Procuradoria, que não informou os alvos dos mandados de prisão, disse que os suspeitos são ligados à estatal que administra o Porto de Santos e a empresas de tecnologia vencedoras de contratos fraudados.

Além das prisões, foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, além do Distrito Federal.

“A investigação apura a atuação de uma organização criminosa, que por meio de corrupção, formou cartel e fraudou licitações em contratos de Informática no Porto de Santos e na Secretaria de Portos do Ministério dos Transportes”, disse o MPF.

Segundo o órgão, as fraudes ocorreram principalmente em serviços de digitalização de documentos e dragagem.

Também em nota, a Polícia Federal disse que as investigações começaram em setembro de 2016 devido a um vídeo no qual um assessor do presidente da Codesp confessava prática de delitos.

Também participam das investigações a Controladoria Geral da União, o Tribunal de Contas da União e a Receita Federal.

Procurados, Codesp e Ministério dos Transportes ainda não comentaram a operação.REUTERS e UOL

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