Polícia Federal cumpre mandados contra assessor de Temer

Marcelo Calil

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (23) a Operação Panatenaico, com mandados de prisão temporária contra o assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli, que foi vice-governador na gestão de Agnelo e é presidente do diretório do PMDB no DF.

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, o delator da Odebrecht João Pacífico afirmou que pagou propina de R$ 2 milhões ao assessor especial da Presidência da República Tadeu Filippelli (PMDB) em 2014.

Segundo a PF, o objetivo da ação é investigar uma suposta organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do estádio Mané Garrincha para Copa do Mundo de 2014.

“Orçada em cerca de R$ 600 milhões, as obras no estádio, que é presença marcante na paisagem da cidade, custaram ao fim, em 2014, R$ 1,575 Bilhão. O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões”, diz a Polícia Federal.

PF caça ex-governadores por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 23, a Operação Panatenaico. Em nota, a Federal informou que as ações realizadas pelas equipes de policiais desde as 6h da manhã tem por objetivo investigar uma organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) são alvo da Operação Panatenaico.

Orçadas em cerca de R$ 600 milhões, as obras no estádio custaram ao fim, em 2014, R$ 1,575 bilhão. O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões. As informações são de O Estado de São Paulo.

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Risco de derrota no STF dita mudança de estratégia de Temer

Reunião

A mudança da estratégia jurídica de Michel Temer começou a ser discutida no fim de semana, quando o presidente percebeu que um julgamento desfavorável do pedido de suspender o inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) poderia ser uma sentença de morte e decretar o fim antecipado de seu governo.

Depois que as cúpulas do PSDB e do DEM tomaram o veredicto do plenário do STF – antes marcado para amanhã – como parâmetro para a decisão de permanecer ou não na base aliada, Temer viu que a tática até então estabelecida havia se tornado uma armadilha. As informações são de O Estado de São Paulo.

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Janot recorre e pede que STF decrete prisão de Aécio Neves e Rocha Loures

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorreu da decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que negou a prisão preventiva do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Janot pede que o ministro reconsidere a decisão ou leve com urgência o caso para o plenário, com intuito de que os 11 ministros da Corte analisem a possibilidade de prisão dos parlamentares. Os dois já foram afastados do mandato por Fachin na última quinta-feira, quando foi deflagrada a Operação Patmos, com base nas delações da JBS. As informações são de O Estado de São Paulo.

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Lindbergh diz que governo Temer não tem legitimidade para fazer reforma tão profunda

Pouco depois do anúncio de Ferraço, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também falou à imprensa para criticar a postura do colega. Ele pediu que Ferraço e o presidente da CAE, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), reavaliem suas posições. Para ele, o governo Temer não tem legitimidade para levar adiante uma reforma tão profunda e que altera regras trabalhistas tão importantes para o país.

– Eu peço responsabilidade do relator e do presidente da CAE. Eu garanto que nós não vamos aceitar. A gente não aceita. Se eles querem trazer essa confusão para dentro do Senado, podem trazer. Nossa postura é de não aceitar que eles façam essa maldade com o povo brasileiro no meio dessa crise. Esse governo acabou. Espero que o presidente da CAE e o relator revejam essa posição – afirmou Lindbergh.

Ricardo Ferraço apresenta relatório sobre reforma trabalhista nesta terça-feira

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) informou nesta segunda-feira (22) que vai apresentar seu relatório sobre a reforma trabalhista na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) agendada para as 8h30 da terça-feira (23).

Na semana passada, o relator disse que a apreciação da matéria estava suspensa devido à crise política do país. A mudança de rumo foi comunicada após reunião da bancada do PSDB no Senado. Para Ferraço, é preciso separar a crise do governo dos interesses nacionais. Ele também é relator da proposta na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

– Uma coisa é a dramática crise institucional que vive o governo brasileiro, é uma crise sem precedentes, muito complexa. Mas nós não podemos misturar a crise institucional com o nosso dever e nosso compromisso com o país. Esse é um debate que começou há meses no Congresso brasileiro e hoje estaremos dando o primeiro passo com a leitura do nosso relatório sobre a reforma trabalhista – afirmou Ferraço à imprensa.

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Renan Calheiros defende que Temer ‘facilite’ sua saída do governo

O presidente do Senado Renan Calheiros comanda sessão extraordinária para discussão da PEC 55/2016, que limita os gastos públicos.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), defendeu nesta segunda-feira (22) que o presidente Michel Temer “facilite a saída dele” para acalmar a crise política.

O senador divulgou um vídeo criticando a iniciativa da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de pedir o impeachment de Temer, e disse estar convicto de que o presidente “compreenderá seu papel e ajudará na construção de uma saída”.

Procurado sobre o conteúdo do vídeo, o senador esclareceu que, por uma saída, defende que o próprio presidente da República “facilite” sua saída.

Para o peemedebista, um novo processo de impeachment pioraria o cenário atual. “O impeachment, como vocês sabem, não traz consigo uma solução para a crise. Pior, pode agravá-la. Falo isso com a responsabilidade de quem conduziu o processo anterior”, disse.

Ainda no vídeo, o senador defendeu que sejam realizadas em 2018, junto às eleições, uma “Assembleia Nacional Constituinte”. As informações são da Folha de São Paulo.

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PSB, Rede e PSOL pedem cassação de Rocha Loures na Câmara

Rodrigo Rocha Loures

Rede, PSOL e PSB protocolaram nesta noite de segunda-feira, 22, no Conselho de Ética da Câmara, representação por quebra de decoro parlamentar contra o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). A partir da delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS, os partidos consideram que há “provas fartas”, incluindo áudio e vídeo, que podem levar à cassação do mandato do parlamentar.

O peemedebista foi citado na delação por supostamente ter atuado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em troca de propina. A representação sustenta que Rocha Loures recebeu dinheiro não contabilizado para defender interesses privados na administração pública.

No diálogo captado pelo empresário, Temer indica o deputado para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS) no Cade. “Não temos nenhuma dúvida de que houve quebra de decoro”, disse o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ). As informações são de O Estado de São Paulo.

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