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Greve adia votação da Previdência

Manifestações desta sexta-feira e do Dia do Trabalhador foram de encontro às pretensões do governo

O calendário de greve geral e manifestações desta sexta-feira (28) e do 1º de maio, Dia do Trabalho, acabou impondo o adiamento dos debates em torno da reforma da Previdência. A votação do substitutivo do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) na comissão especial não ocorrerá mais na próxima semana, o que acabará atrasando a discussão da matéria no plenário da Câmara dos Deputados.

Além de cuidar das incertezas em relação à capacidade do governo conseguir virar os votos contrários à reforma de parlamentares da base aliada, o relator ainda negocia mudanças no parecer. Segundo fontes, a equipe econômica já trabalha com o atraso da votação e segue articulando na tentativa de barrar novas alterações que comprometem ainda mais a economia de gastos prevista com aprovação da reforma. “Está na fase de queda de braço”, disse uma fonte da área econômica.

Oficialmente, no entanto, o discurso adotado é de que os parlamentares precisam de mais tempo para conhecer as mudanças introduzidas na proposta pelo relator.

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Anatel ameaça intervir na Oi caso governo não edite Medida Provisória

Governo prepara medida que abre caminho para intervenção na Oi

O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Juarez Quadros, e os quatro conselheiros da agência enviaram carta sigilosa ao ministro Gilberto Kassab (Comunicações) há três semanas para dizer que intervirão na Oi caso o governo não edite a medida provisória que permitirá intervenção plena na tele, e não só na telefonia fixa (concessão).

A tele é a maior concessionária do país e está em recuperação judicial, com dívida de R$ 64,5 bilhões, dos quais R$ 20 bilhões em multas aplicadas pela agência e tributos.

No documento, que seguiu escoltado às mãos do ministro, a agência pediu que Kassab transmitisse a mesma mensagem a Michel Temer, que resiste em editar a MP porque há, segundo advogados que participam das discussões, fragilidades jurídicas.

O presidente da agência e os conselheiros temem ser responsabilizados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e pelo Ministério da Transparência caso a Oi vá à falência diante do impasse entre credores e acionistas sobre o plano de recuperação. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

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Colapso da Oi provocaria apagão na telefonia, afirma presidente da TIM

Retrato de Stefano de Angelis, presidente da TIM Brasil

O italiano Stefano De Angelis pode reclamar de qualquer coisa, menos de marasmo. Em maio de 2016, em pleno crise econômica e com a política do país em tumulto, foi enviado para assumir o comando da TIM Brasil, operadora com imagem baleada e que havia dois anos encolhia.

Falava-se que chegaria ao país para vender a companhia. No fim do ano passado, moveu-se para comprar a Oi. Mas, por ora, nada disso irá acontecer, afirmou De Angelis à Folha, em sua primeira entrevista desde que se tornou presidente da empresa.

Ele diz que a Telecom Itália, dona da TIM, não tem planos de deixar o Brasil (“absolutamente não”) e desistiu da Oi (“neste momento não”).

Segundo ele, a situação na Oi é delicada e não há plano de contingência que preserve o sistema de telefonia celular do Brasil caso haja um colapso na operação da rival, que está em recuperação judicial e corre o risco de sofrer intervenção do governo.

“Um apagão de uma grande operadora cria tal nível de congestionamento de tráfego, que há efeito dominó”.  As informações são da Folha de São Paulo.

Centrais convocam greve com críticas às reformas do governo

Nove centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocaram uma greve geral nacional para esta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e trabalhista e a Lei da Terceirização. Várias categorias profissionais realizaram assembleias e anunciaram adesão ao movimento.

O Palácio do Planalto informou que irá acompanhar a greve e as manifestações previstas. O entendimento é de que as mobilizações irão transcorrer dentro da normalidade e ficarão restritas às grandes cidades.

Segundo o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, um dos motivos da greve desta sexta é contra novas regras previstas na reforma previdenciária, como a definição de uma idade mínima para o trabalhador poder se aposentar. Clique aqui e entenda as mudanças 

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Enquanto votavam reforma trabalhista, deputados tiveram telefones clonados por bandidos

Luiz Carlos Hauly teria repassado R$ 5.000 aos estelionatários

Em um dia de atividade parlamentar intensa na Câmara dos Deputados, os números dos celulares de pelo menos dois deputados governistas foram clonados por pessoas que enviaram mensagens a outros políticos para pedir dinheiro.

A mensagem causou confusão no grupo de WhatsApp da bancada do PSDB na Câmara, e um parlamentar chegou a fazer uma transferência no valor de R$ 5.000, segundo políticos ouvidos pela reportagem do jornal O Tempo.

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), teve que deixar o prédio do Congresso Nacional, entre várias reuniões, para ir até uma operadora de telefonia na noite de quarta-feira. Por volta das 19h, quando as atenções estavam voltadas para a votação da reforma trabalhista do presidente Michel Temer (PMDB), o celular dele disparou a seguinte mensagem aos contatos do WhatsApp: “Alguém usa Banco do Brasil, pelo aplicativo do celular ou pelo computador?”.

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FHC diz que Lula tem que procurar direção do PSDB

Fernando Henrique Cardoso na sede de seu instituto, em SP

Há alguns dias, o ex-presidente tucano negou notícias de que haveria uma articulação para discutir com o petista um acordo de sobrevivência na Lava Jato

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) minimizou nessa quinta-feira (27) a possibilidade de um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia dito em entrevista nessa quarta-feira (26) ao SBT que via “espaço” para se reunir com FHC para discutir a reforma política e a crise econômica.

O tucano sugeriu que o petista se dirija à direção do PSDB para o debate. “Falou isso? Não vi. Bom, isso tem que ter uma agenda específica. Eu sou presidente de honra de um partido, não sou membro ativo. Então ele tem que procurar a direção do meu partido”, respondeu FHC, segundo a Agência Estado.

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Prazo para entrega do IR termina nesta sexta-feira

Termina na sexta-feira, às 23h59, o prazo para a entrega das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2017, referentes ao ano de 2016. A declaração é obrigatória para quem recebeu rendimentos superiores a R$ 28.559,70 no ano passado.

Quem perder o prazo está sujeito ao pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal.

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