Partidos aliados acenam com apoio ao governo em comissões da Câmara

Linha de frente: O deputado Felipe Francischini (PSL-PR) vai comandar a CCJ da Câmara Foto: Divulgação

Com a retomada das atividades no Congresso , após o fim do carnaval, os partidos começam a apresentar nesta segunda-feira suas indicações para ocupar as comissões da Câmara dos Deputados . As nomeações serão um teste para a capacidade de articulação do governo, que espera que as legendas da base indiquem parlamentares alinhados com as propostas do Planalto, sobretudo a reforma da Previdência e o pacote anticorrupção.

Ouvidos pelo GLOBO, líderes de pelo menos quatro partidos — PSL, PR, PRB e PSD — indicam que vão seguir a orientação do governo. Na sexta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que as principais comissões devem ser instaladas na quarta-feira, como Constituição e Justiça (CCJ), Finanças e Tributação, Educação e Segurança Pública.

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, está procurando nomes alinhados à reforma da Previdência para compor a CCJ. Por acordo, a legenda indicará o presidente da comissão, que será o deputado de primeiro mandato Felipe Francischini (PSL-PR), além de sete titulares e sete suplentes, mesmo número do PT.

Líder do PR, José Rocha diz que a aprovação inicial da reforma da Previdência na CCJ deve ser “tranquila”. O PR indicará quatro titulares e quatro suplentes para comissão.

— Estamos selecionando os nomes para indicar. Mas certamente o partido tem a orientação de dar suporte à reforma — diz o líder do PR.

Por acordo, o partido vai indicar o presidente da comissão de Segurança de Pública: Capitão Augusto (PR-SP), líder da bancada da bala.

Líder do PRB, Johnathan de Jesus (PRB-RR) também diz que o partido tem compromisso com a reforma na CCJ (a legenda indicará três titulares e três suplentes). Ele espera, assim como José Rocha, que todas as comissões já sejam instaladas na quarta-feira. OGlobo

Segundo o líder do PSD, André de Paula (PSD-PE), a expectativa é que a comissão de Saúde e Seguridade Social seja presidida pela legenda. Ele diz que o partido deve indicar pelo menos quatro titulares para a CCJ.

— A comissão tem uma importância especial neste momento. Realmente, a ideia é escolher quem tem afinidade com a proposta — diz André de Paula.

Apesar da semana decisiva no Congresso, o principal articulador político do governo, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, fica fora do país até quarta-feira. Ele embarcou ontem para a Antártica, a convite da Marinha.

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