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Pelo menos quatro refinarias da Petrobras estão na mira de atos antidemocráticos

Rio de Janeiro – Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) mapeou a evolução das manifestações políticas nas unidades da Petrobras por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Pelas redes sociais, o grupo convocou novos atos contra o atual governo em refinarias da empresa, com foco na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (9).

A manifestação acontece um dia depois de atos de depredação em Brasília, praticados por bolsonaristas que não aceitam o resultado das eleições presidenciais. Em poucas horas, milhares de extremistas destruíram prédios públicos, feriram pessoas e animais, e roubaram armas. “Neste domingo (8) não teve a presença de manifestantes na Reduc. Mas cabe destacar diversas mensagens circulando nas redes sociais convidando a presença de manifestantes na Reduc e em distribuidoras de combustíveis em Caxias. A polícia militar está no local”, informou a FUP.

O objetivo da convocação antidemocrática é bloquear o acesso de caminhões-tanque nas bases das empresas distribuidoras de combustíveis, sob o argumento de que sem combustível o Brasil vai parar.

Segundo a FUP, um batalhão de choque está a caminho da Reduc e passará a noite em vigília para evitar a aproximação dos bolsonaristas. Mais cedo, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, já haviam informado que a segurança do entorno da refinaria seria reforçada.

De acordo com relatório da FUP, no início da manhã deste domingo a Polícia Militar precisou negociar com manifestantes que acamparam próximo à Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, em São Paulo. A FUP informou que eram aproximadamente 50 manifestantes em barracas. Segundo a federação dos petroleiros, a Polícia Militar continua no local e está monitorando o movimento.

Já na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, no Rio Grande do Sul, cerca de 100 manifestantes estão concentrados na portaria da unidade. A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal estão no local, segundo a FUP. Outra unidade sob ameaça de protesto é a Regap, em Betim, Minas Gerais, que teve convocação também para esta segunda-feira, e já conta com algumas pessoas acampadas e a presença da polícia militar.

A FUP listou como medidas preventivas para evitar casos como ocorreu em Brasília o reforço no relacionamento com os órgãos de segurança pública e de inteligência; reforço e dobra das equipes de vigilância; monitoramento dos ambientes externos; e elevação do nível de segurança das unidades.

A Petrobras não detalhou as medidas que está tomando para se prevenir de possíveis ataques, e se limitou a declarar que mantém o procedimento padrão. “As refinarias estão operando normalmente. A Petrobras está tomando todas as medidas preventivas de proteção necessárias, conforme procedimento padrão”. informou em nota ao ser questionada.

Abastecimento garantido

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou, em nota divulgada à imprensa, que tem garantido o abastecimento nacional de combustíveis. De acordo com a pasta, também está garantido o funcionamento adequado de refinarias, terminais e bases de distribuição.

O MME informou, ainda, que tem feito uma articulação com suas entidades vinculadas para garantir o abastecimento.

A nota, assinada pelo ministro Alexandre Silveira, acrescenta que o Ministério também está monitorando os protestos nessas estruturas. “Seguimos atentos e em articulação com outras pastas e estados para assegurar o suprimento. Seguiremos firmes e compromissados com a sociedade brasileira”, diz a nota.

Estadão.

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