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Polícia apura compra de casa de cachorro com dinheiro público

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A Polícia Civil descobriu novas irregularidades na Câmara Municipal de Santa Bárbara, na região Central, que incluem até mesmo a compra de casa de cachorro com dinheiro público. Além das fraudes no aluguel de veículos e recebimentos de diárias reveladas durante a operação Apollo 13, em julho, a investigação concluiu que o mesmo esquema ocorreu em outros contratos de compra, todos sem licitação.

Essa nova investigação teve o inquérito concluído ontem. Foram indiciados o ex-presidente da Câmara, José Ladislau Ramos (DEM), um empresário, um ex-vereador e seis funcionários da Casa. Um dos funcionários, o ex-assessor jurídico Bruno Henrique Ferreira (PP), inclusive, assumiu a vaga de vereador como suplente, depois da prisão dos demais parlamentares na operação Apollo 13. As informações são da Agência Estado.

“Quando fomos aprofundando nas investigações, descobrimos que o Bruno também estava envolvido nas fraudes. E como ele assumiu o mandato recentemente, já pedimos à Justiça o afastamento dele do cargo”, explicou o delegado Domiciano Monteiro.

Nas novas fraudes descobertas, foram encontrados contratos firmados para compras de material superfaturado para Câmara sem licitação e sem pesquisa de preços no mercado. Chamou atenção alguns itens que não são comuns para atividade legislativas. “Há jogo de cama de casal, casa para cão, alpiste, além de diversos outros produtos de consumo que nunca foram vistos no órgão”, afirmou o delegado. O prejuízo aos cofres públicos levando em conta os dois anos analisados pela investigação chega a R$ 180 mil.

Os indiciados vão responder pelos crimes de dispensa ilegal de licitação, fraude em licitação, peculato, prevaricação e falsidade ideológica. Esse inquérito ocorre de forma paralela às investigações da Apollo 13, que ainda não foram concluídas. O inquérito da operação deve ser entregue dentro de duas semanas e deve indiciar às mesmas pessoas, além de outros vereadores afastados. A Câmara Municipal de Santa Bárbara informou que não foi notificada do novo inquérito, mas que auxilia às investigações.

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