Pressão evangélica e olavista contra Feder no MEC cresce nas redes sociais

Na manhã de sexta-feira (2) o nome de Renato Feder era dado como certo para assumir o comando do Ministério da Educação após a saída de Carlos Alberto Decotelli. Aliados do presidente e do governador Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, onde Feder é secretário de Educação, acreditavam que a nomeação poderia acontecer ontem mesmo. A situação mudou de contorno após os setores de apoio ao governo ligados aos evangélicos e a Olavo de Carvalho apresentarem resistências. Na manhã deste sábado (4), a oposição a Feder era um dos principais assuntos no Twitter.

Diversos posts com a hashtag #FederNaoBolsonaro começaram a ser publicados no começo da madrugada deste sábado. O tom principal das críticas é de que Feder é alinhado a nomes associados ao establishment, que a base ideológica do bolsonarismo tem como importante inimigo.

Nos posts, há fotos, trechos de reportagens e outras formas de associar o pretenso ministro ao governador de São Paulo, João Doria– a quem Feder fez doações nas eleições municipais de 2016 – , ao apresentador Luciano Huck e ao empresário Jorge Paulo Lemann, que mantém iniciativas ligadas à educação. O que essa ala teme é que Feder não se engaje nos embates ideológicos que acreditam ser fundamentais para a educação, como a chamada doutrinação ideológica da esquerda, um dos pilares fundamentais do bolsonarismo.

Em suma, esses apoiadores querem um novo Abraham Weintraub. E dizem isso abertamente.

O tom das críticas foi dado pelos formuladores da ala ideológica, entre eles o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins.

Congresso em foco

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