Prisão está fazendo mal a Lula, diz Doria

SÃO PAULO, SP, BRASIL, 15-03-2019: O governador João Dória, com Cauê Macris, durante posse dos deputados da Alesp, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress, PODER)

A entrevista exclusiva concedida pelo ex-presidente Lula, nesta sexta-feira (26), à Folha e ao jornal El País foi alvo de comentários de políticos que criticam e também apoiam o petista, preso desde abril de 2018.

O governador tucano João Doria, de São Paulo, rebateu a declaração do ex-presidente de que o PT seria o único partido que existe nesse país e que o PSDB foi dizimado.

 “A prisão está fazendo muito mal ao presidente Lula”, afirmou durante encontro com governadores do Sul e do Sudeste no Palácio dos Bandeirantes, neste sábado (27).

“Além de mais desinformado, por óbvio, ele é um prisioneiro. Está fazendo muito mal porque ele está esclerosando, o ex-presidente da República. E obviamente de fez essa afirmativa sem reconhecer as derrotas que seu partido sofreu nas últimas eleições, inclusive aqui em São Paulo, onde eu, prazerosamente, derrotei o PT duas vezes”, declarou.

“E pessoalmente entendo, não obstante a Justiça ter autorizado, como cidadão me cria indignação que um presidiário tenha autorização para dar entrevistas a veículos de comunicação, sobretudo com a seriedade da Folha de S.Paulo”, disse.

Também neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro retrucou crítica do ex-presidente de que o Brasil está sendo governado por “um bando de malucos”.

“Pelo menos não é um bando de cachaceiros, né?”, respondeu Bolsonaro neste sábado.

“Olha, eu acho que o Lula, primeiro, não deveria falar. Falou besteira. Maluco? Quem era o time dele? Grande parte está preso ou está sendo processado”, disse o presidente.

Para ele, “é um equívoco, um erro da Justiça ter dado o direito a dar uma entrevista. Presidiário tem que cumprir sua pena e não dar alteração”.

No final da manhã, Bolsonaro voltou a fazer provocação Twitter: “O consumo de bebida alcoólica é proibido na cadeia. Boa tarde a todos!”, escreveu.

Aliados de Bolsonaro também comentaram a fala de Lula de que o país está sendo governado por um bando de malucos.

O senador Major Olímpio (PSL-SP) repudiou os ataques a membros da Lava Jato. “Ele disse que Deltan Dallagnol [procurador da Lava Jato] e [o ex-juiz da operação e hoje ministro da Justiça, Sergio] Moro não dormem tranquilos. Eu acho que eles não fizeram nada mais, nada menos que a obrigação funcional deles, de acusar e condenar o pior criminoso da história do Brasil”, disse.

Procurados, Moro e Deltan não quiseram comentar.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse que Lula “não tem moral nenhuma para falar de qualquer pessoa que seja”. “É difícil o Lula falar sobre loucura, uma pessoa que falava que era a alma mais honesta do mundo e está preso por corrupção”, disse.

Para o MBL (Movimento Brasil Livre), que se manifestou nas redes sociais, a Folha e o jornal El País “montaram um palanque para o maior bandido da história do Brasil falar falar o que ele quiser”.

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