Procuradoria vê ‘articulações da mais diversa ordem’ entre Henrique Alves e Temer

No pedido de prisão do ex-ministro do Turismo, na Operação Manus, procuradores afirmam que mesmo após deixar o Governo de seu ‘correligionário’, Henrique Eduardo Alves ‘continua a exercer intensa atividade política em âmbito nacional’

Fausto Macedo, Julia Affonso e Luiz Vassallo – O Estado de São Paulo

A Procuradoria da República, no Rio Grande do Norte, aponta ‘articulações da mais diversa ordem’ entre o presidente Michel Temer (PMDB) e seu aliado, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), preso nesta terça-feira, 6, na Operação Manus, desdobramento da Lava Jato.

“O quadro se mostra mais preocupante se se considera que, exatamente em 2016, até os dias de hoje, o partido político de Henrique Eduardo Lyra Alves, o PMDB, assumiu a Presidência da República, após processo de impeachment da anterior Chefe do Executivo nacional”, afirma a Procuradoria no pedido de prisão de Henrique Alves, na Operação Manus.

“O vice-presidente Michel Temer, correligionário de Eduardo Henrique Lyra Alves, assumiu o poder, sendo concretamente provável que o ora investigado se dirija a Brasília/DF exatamente para com ele estabelecer articulações da mais diversa ordem.”

No pedido de prisão de Henrique Alves, suspeito de envolvimento em fraude de R$ 77 milhões nas obras da Arena das Dunas, em Natal, para a Copa 14, a Procuradoria acentua os laços do ex-ministro com o presidente.

A investigação encontrou repasse de R$ 500 mil, em setembro de 2014 – ano em que Henrique Alves candidatou-se ao governo potiguar -, da empreiteira OAS para o peemedebista via conta da campanha de Temer e do diretório estadual do PMDB no Rio Grande do Norte.

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