Projetos de inclusão produtiva levam otimismo a comunidades do Potengi

As redes confeccionadas pelas mulheres de Lagoa de Velhos expandiram as fronteiras potiguares e já foram parar na Holanda, Itália e França. Agora elas se preparam para começar a produzir em maior escala, quando a reforma e ampliação da minifábrica terminar. O Governo do RN, por meio da Sethas, Governo Cidadão e Banco Mundial, está investindo R$ 199 mil na unidade fabril da Associação Comunitária do Alto da Conceição e vai gerar emprego e renda para as mulheres da região.

“Somos empreendedoras por natureza e queremos produzir e vender para toda a região. Agora está mais perto do que nunca. Aqui só tem uma pessoa em São Paulo do Potengi que trabalha com confecção, então temos um mercado grande para explorar”, sonha Francisca das Chagas Marques, 51, presidente da Associação. Atualmente nove mulheres estão diretamente envolvidas no projeto, mas assim que começar a funcionar outras se juntarão ao grupo.

Os investimentos incluem a reforma e ampliação do prédio existente, fornecimento de matéria prima e, principalmente, a compra de equipamentos modernos e com tecnologias quer irão aprimorar e ampliar a produtividade da produção. As obras começaram em agosto e a expectativa das costureiras é começar a produzir em janeiro, já pensando no Carnaval. Além das redes, elas vão confeccionar fardamentos, bonés, jogos de toalha e outros, como para banheiro, exemplo.

A vice-presidente da Associação, Franciele Lira, diz que estão pensando alto. “Nosso plano de negócios está traçado e nosso objetivo com esse investimento do Governo é participar de feiras e eventos voltados ao artesanato. Um dos projetos é fazer redes mais populares e assim ganhar um volume maior de clientes”, projeta.

As obras foram visitadas pela gerente executiva do Governo Cidadão, Ana Guedes e pela supervisora da Sethas, Rita de Cássia. “Rede é um produto nordestino que sempre tem um mercado atrativo turisticamente. Sabemos da importância deste investimento no quesito cultural e empregatício para os municípios do interior”, reforça Ana.

Casa de Farinha vai gerar renda a assentados de Riachuelo

O assentamento Patativa do Assaré II, em Riachuelo, há anos sonha com um meio de gerar emprego e renda a seus assentados. A oportunidade chegou com o Edital de Economia Solidária do Governo Cidadão. Lá, as obras de construção de uma unidade de beneficiamento da mandioca começaram esta semana, depois que a gerente Ana Guedes assinou a ordem de serviço, na terça-feira (21).

A agricultora Maria José Borges de Lima, 45, moradora desde a fundação do assentamento, diz que agora está mais otimista. “Quando tem inverno, plantamos milho e feijão. Criamos porcos, galinhas e ovelhas e vamos nos mantendo como dá, mesmo sofrendo com seis anos de seca. Com a minifábrica, vamos ter o pão na nossa mesa sem nos preocupar tanto em ir buscar lá fora. É uma alegria grande”, destaca.

Trinta e duas famílias compõem o assentamento e todas irão trabalhar no projeto. A ideia é ampliar as parcerias e conhecimentos técnicos para garantir o aproveitamento integral da mandioca e a diversificação de seus subprodutos. Assim, a farinha, o beiju, a goma, o pão, a tapioca e outros tantos serão ofertados para o mercado privado. Os assentados estão de olho em outro importante nicho: o das compras públicas, realizado pelas escolas, hospitais, órgãos públicos federais e redes assistenciais.

Os investimentos em Patativa do Assaré somam R$ 273,8 mil, com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial.

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