Proposta de Ciro sobre SPC é ‘calote geral’, diz Meirelles

henrique meirelles

Candidato à Presidência da República, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) afirmou que a proposta defendida por Ciro Gomes (PDT) de “tirar” os brasileiros do SPC é de realizar um “calote geral” pelo país e classificou os projetos de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) como “desastrosos” para o país. 

Em entrevista à reportagem de O TEMPO, na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Meirelles afirmou que Ciro tenta “enganar” os eleitores com a proposta.

“Não adianta enganar, fazer propostas mirabolantes para enganar os outros. São 60 milhões de pessoas no SPC, com dívidas diversas, com o buteco da esquina, com a padaria, com açougue. O que ele propõe é um calote geral. Todas as padarias, pequeno comércio, vai quebrar tudo porque vai gerar o caos, ninguém paga mais nada”, argumentou, para depois concluir. “Ele diz que o governo vai ajudar a intermediar essas negociações. Ajudar como? Seriam 60 milhões de negociações. É fantasioso”.

Meirelles também argumentou que as propostas defendidos pelos “extremos” são “um desastre”. “De um lado a esquerda, com o PT, quer voltar tudo aquilo que foi feito no governo anterior que gerou a crise e a recessão atual. A direita, Bolsonaro, diz que não conhece nada de economia, não conhece nada de nada, mas que vai entregar tudo na mão de um economista. Não vai, na realidade temos que olhar o que o candidato já fez, e a história dele é de votar tudo como o PT votou no passado. Há diferença completa no que ele fala e o que ele fez”.

Minas. Meirelles também abordou a situação estadual. Segundo o ex-ministro da Fazenda, que atuou na pasta durante os últimos dois anos, no governo Michel Temer (MDB), o governador Fernando Pimentel (PT) se preocupou apenas em “fazer política”. 

“Os problemas daqui são resultado de uma má administração do governo do PT em Minas. A possibilidade de resolver isso teria sido um acordo de recuperação do Estado como foi feito no Rio. Isso foi oferecido em Minas mas o governador não quis por questões políticas. Faltou o governador querer resolver o problema, ele só queria fazer política”, disse. Ele defendeu, ainda, que irá retomar obras pelo Estado, como a criação do Rodoanel em Belo Horizonte.

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