Protestos contra reformas e Temer atingem 23 estados e DF

Protesto seguiu da Praça Rio Branco até a avenida Frei Serafim (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Ao menos 23 estados e o Distrito Federal registraram protestos na manhã desta sexta-feira contra as reformas trabalhista e da Previdência e contra o governo do presidente Michel Temer. Sindicatos e movimentos sociais bloquearam rodovias e avenidas importantes. Em 12 regiões metropolitanas, o sistema de transporte público foi afetado por paralisações de motoristas de ônibus ou funcionários de linhas de trem e metrô. Algumas categorias, como bancários, comerciários, metalúrgicos, petroleiros e professores, aderiram à greve, mesmo que parcialmente.

Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Frente Brasil Popular, que reúne movimentos sociais, os seguintes estados tiveram protestos nesta sexta-feira, além do Distrito Federal: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

No Rio, a manhã de protestos provocou congestionamentos. Embora o transporte público tenha funcionado normalmente, bloqueios em várias avenidas da cidade fizeram com que o trânsito chegasse a 72km por volta das 8h, o dobro da média para o horário em sextas-feiras. Com um engarrafamento de 24km, a Avenida Brasil foi a via mais afetada. Na Avenida Rio de Janeiro, os manifestantes ocuparam parte do acesso ao Aeroporto do Galeão.

Ao contrário do que aconteceu na greve geral de 28 de abril, ônibus, trem e metrô funcionaram normalmente em São Paulo nesta sexta-feira. Os manifestantes optaram em fazer bloqueios rápidos em rodovias e avenidas de grande circulação, como a Via Anchieta, em São Bernardo do Campo, a Regis Bittencourt, em Taboão da Serra, ambas na Grande São Paulo, além da Marginal Pinheiros, na Zona Sul da capital paulista, e a Rua da Consolação, no centro de São Paulo.

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocuparam o saguão principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, por cerca de meia-hora. Outro grupo ligado ao movimento fez um protesto na Rodovia Hélio Smidt, que liga a capital ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Ao longo do dia, ainda estão previstos atos da UGT, no centro, e da CUT, na Avenida Paulista.

Em Brasília, os ônibus não saíram das garagens na manhã desta sexta-feira e o Metrô não funcionou. O trânsito na Esplanada dos Ministérios foi bloqueado pela Polícia Militar, que montou um cordão para revistar os pedestres que passavam por ali. Manifestantes fizeram barricadas com fogo na BR-020, em Planaltina. Bancários, professores e servidores da Universidade de Brasília aderiram à paralisação.

Além de Brasília, trabalhadores do transportes também pararam em Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Macapá (AP), Natal (RN), Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).

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