Rodrigo Pacheco diz que em ato sobre o 8/1 que inimigos da democracia “disseminam ódio”

O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que os inimigos da democracia “disseminam ódio para enganar e recrutar uma parcela da sociedade”.

A declaração foi dada nesta segunda-feira (8/1) em um no Congresso com autoridades dos três Poderes para marcar o primeiro aniversário dos atos golpistas.

“Os inimigos da democracia usam um falso discurso político para ascender ao poder, para nele se manter de maneira ilegítima e para dissimular suas reais intenções”, afirmou.

Segundo Pacheco, as instituições republicanas, tem força não precisa demonstrá-la de maneira vã.

“Quem tem força não recorre à bravata. Quem tem força tem o respaldo popular, o respaldo da lei e o respaldo da Constituição”, frisou Pacheco.

O presidente do Congresso reafirmou que a defesa da democracia é uma ação permanente e constante. “Também estamos aqui para assegurar ao povo que a Constituição foi e continuará sendo cumprida. Ela não é letra morta; pelo contrário: é um texto vivo, um sistema aberto de regras e princípios, cujas principais funções são combater o arbítrio político e resguardar os direitos fundamentais da população”, salientou.

Outros discursos no 8 de janeiro

Antes, Fátima Bezerra, a governadora do Rio Grande do Norte, falou no ato de um ano da invasão do 8 de Janeiro, no Congresso Nacional. Falando em nome dos governadores de estado, a petista disse que a punição não é um ato apenas de um espectro político.

“Não se trata de sentimento de vingança ou revanchismo — é antes de tudo um ato pedagógico”, disse a governadora, durante seu discurso. “Os que atentaram contra nossa democracia cometeram crime e precisam responder pelos seus atos, respeitando, é claro, o devido processo legal.”

Já Alexandre de Moraes reforçou que a união de todos os Poderes preservou a Constituição e a democracia após os atos golpistas do 8 de janeiro do ano passado.

A declaração foi dada nesta segunda-feira (8/1) em um no Congresso com autoridades dos três Poderes para marcar o primeiro aniversário dos atos golpistas.

Após a fala de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso discursou e seguiu a linha defendida por Alexandre de Moraes em sua fala minutos antes. Em interpretação, Barroso defendeu que o ataque foi impensado, apesar de ser precedido por anos de preparação.

“A depredação das sedes dos três poderes no dia 8 de janeiro passado não foi um ato isolado, não foi um caso fortuito ou um mero acidente de percurso. Embora impressentido, foi um ataque meticulosamente preparado”, disse Barroso, durante sua fala. “O dia da infâmia foi precedido de anos de ataques às instituições, ofensas a seus integrantes, ameaças de naturezas diversas e disseminação do ódio e de mentiras.”

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