Servidores em greve realizaram vigília para cobrar audiência com o governador

Na manhã desta segunda-feira (25), o Sindsaúde em conjunto com os servidores e servidoras da saúde estadual, em greve há 25 dias, se dirigiu à sede do governo do Estado para cobrar uma audiência com o governador Robinson Faria (PSD). A saúde estadual com quase um mês de greve ainda não foi recebida pelo governador, que se recusa a receber uma Comissão para tratar sobre os pontos da pauta de reivindicação da categoria.

Uma comissão com servidores e a diretoria do sindicato conseguiu entrar para arrancar uma reunião com a chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, para que a mesma articulasse uma reunião com governador. Enquanto isso, servidores que foram impedidos de entrar na Governadoria aguardavam do lado de fora e realizaram um protesto.

Em reunião, o Sindsaúde questionou a demora de o governo receber as reivindicações e cobrou o cumprimento dos acordos judicializados na greve do ano passado, como a mudança de nível, o concurso público e a revisão da produtividade.

Na ocasião, a chefe do Gabinete disse que a agenda de Robinson estava muito cheia e que marcaria uma reunião com o secretário de Saúde, George Antunes, o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira e o secretário de Administração, Cristiano Feitosa. A reunião foi marcada para o dia 27, na quinta-feira, porém, assim que a Comissão saiu da reunião, a secretária ligou desmarcando a audiência e remarcou apenas para o dia 3 de agosto.

Na parte da tarde, o Sindsaúde se reuniu com o secretário de Administração para discutir a implementação da progressão 2015 na folha de pagamento, que foi publicada no Diário Oficial no dia 30 de maio, mas até o momento não foi realizado o pagamento. Na reunião, o secretário declarou que o pagamento será efetuado na folha de agosto com retroativo ao mês de junho. Nesta quarta-feira (26), será publicado no Diário Oficial uma portaria complementar.

Além do cumprimento do acordo judicial da greve de 2016, a greve da saúde reivindica o pagamento do salário em dia, redução da sobrecarga, a retirada dos projetos de lei que aumentam a contribuição ao Ipern, condições de trabalho, reposição das perdas salariais no percentual de 32,06% entre outros pontos.

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