Temer cobra defesa do PMDB e ouve que ‘não há consenso’ para indiretas

BRASÍLIA, DF, 20.05.2017: O presidente Michel Temer durante pronunciamento no Palácio do Planalto a respeito das denúncias e áudios da delação da JBS. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente Michel Temer cobrou uma defesa pública de seu governo a senadores do PMDB e ouviu dos parlamentares que “ainda não há nome de consenso” para uma eventual eleição indireta caso o peemedebista seja cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em reunião com 17 dos 22 senadores de seu partido, nesta quarta-feira (24) no Palácio do Planalto, Temer pediu mais ação e enfrentamento político dos senadores. O presidente quer seus aliados façam discursos em plenário em sua defesa e garantam o andamento da pauta reformista no Congresso.

Em meio à maior crise que assolou o seu governo, o peemedebista tenta passar a ideia de normalidade com votações no Legislativo, mas tem enfrentado resistência de partidos de oposição, manifestações populares e a articulação de partido aliados, como PSDB, DEM e setores do próprio PMDB para construir um nome que possa substitui-lo via eleição indireta.

Temer rechaça a possibilidade de renunciar ao cargo, mas sabe que as articulações estão ocorrendo entre os aliados. As informações são da Folha de São Paulo.

Durante a reunião com os senadores, houve críticas ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que faz críticas ao governo e já pediu a renúncia de Temer. Renan tem articulado junto a nomes do próprio PMDB e de partidos de oposição, como o PT, uma saída para a crise, com a destituição de Temer.

Renan e seus três principais aliados, Katia Abreu (PMDB-TO), Eduardo Braga (PMDB-AM) e Roberto Requião (PMDB-PR) não foram convidados por Temer para o encontro no Planalto.

Diante do presidente, os senadores disseram que estão insatisfeitos com a postura de Renan e sinalizaram que devem destituir o senador do cargo de líder do partido.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), deve convocar uma reunião para tratar da situação de Renan na bancada.

Nesta terça-feira (23), Renan fez um discurso na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado contrário à reforma trabalhista, uma das bandeiras do governo. O senador alagoano não é integrante da comissão, mas irritou o Planalto o fato dele articular os votos contra a leitura do relatório.

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