Temer cobra vitória expressiva em votação da reforma trabalhista de Comissão do Senado

Depois da derrota na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) do Senado, na semana passada, o presidente Michel Temer cobrou dos aliados uma “vitória expressiva” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na votação da reforma trabalhista. A sessão está marcada para esta quarta-feira.

A situação política se complicou com a denúncia presidente por corrupção passiva, nesta segunda-feira, pela Procuradoria Geral da República.

A necessidade de mostrar força na votação, como sinalização ao mercado de que ainda tem poder político para garantir a aprovação das reformas em meio à crise política, foi ressaltada pelo próprio Temer durante reuniões nos dois últimos dias com ministros e aliados políticos. As informações são de O Globo.

Ao GLOBO, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que a aprovação da reforma trabalhista é “fundamental”.

— A reforma trabalhista, que é fundamental para o governo e para a geração de empregos, deverá ser aprovada com uma boa margem de votos na CCJ do Senado e depois no plenário da Casa. A reforma é o maior instrumento para a geração de empregos — disse Padilha.

O Palácio do Planalto não gostou, mas resolveu transformar a derrota na CAS em uma forma de tentar pressionar aliados infiéis. Nos bastidores, houve a avaliação que a CAS não era fundamental e que o mais importante era concluir a votação naquele dia. O governo quer aprovar a reforma na CCJ nesta quarta-feira. No plenário, será na primeira semana de julho.O Planalto quer concluir a trabalhista antes do recesso dos senadores.

Já na Câmara, a reforma da Previdência continua parada. Os aliados estão querendo pelo menos retomar o debate para que a Casa não fique dominada pela denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer.

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) está apresentando uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) com uma reforma da Previdência mais enxuta: idade mínima de 70 e 68 anos para homens e mulheres respectivamente, com atual tempo de contribuição, e que passaria a valer para o futuro, ou seja, a partir de sua promulgação.

Nesta segunda-feira, o presidente Temer deu um recado em cerimônia ao lado do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

— Houve uma pequena parada na reforma da Previdência, mas ela será retomada — disse Temer.

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