Trump diz que vai assinar decreto para acabar com a separação de famílias de imigrantes ilegais

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 20, que vai assinar uma ordem executiva para encerrar o processo de separação de crianças de seus pais e responsáveis. “Queremos manter as famílias juntas. É muito importante”, disse o presidente a repórteres, durante reunião com membros do Congresso, na Casa Branca. “Eu vou assinar algo daqui a pouco”, declarou Trump.

O esforço é um marco para seu governo, que tem insistido na ideia de que o cumprimento da lei americana era a causa da separação dos parentes. Desde abril, mais de 2 mil meninos e meninas foram tirados da guarda de seus parentes.

Mais cedo na quarta-feira, o a emissora Fox News havia noticiado, pelo Twitter, que Trump estava considerando assinar o documento.A separação familiar decorrente do endurecimento na política migratória americana deve acabar nesta semana. “Fontes dizem que administração acredita ser provável fazer uma mudança judicial com base (no caso) Flores X Reno”, disse o repórter, referindo-se a uma decisão de 1997 que estabeleceu padrões para o tratamento de menores imigrantes.

O presidente vem sendo criticado por democratas, republicanos e líderes de outros países pela política migratória de “tolerância zero”, que aumentou o número de separações familiares. A nova política determina que todos os imigrantes que entrem no país de maneira clandestina serão processados criminalmente. A orientação se aplica mesmo aos que pedem asilo e aos que estão acompanhados de menores. Acusados da prática de crime, os adultos são levados a prisões federais, onde não há instalações para crianças e adolescentes. Com isso, a família é separada e os filhos vão para abrigos ou centros para menores “desacompanhados”.

Mais cedo nesta quarta, o presidente da Câmara, o republicano Paul Ryan, afirmou que a Casa deve votar nesta quinta-feira uma legislação que acabe com a prática de separar as famílias que cruzam a fronteira ilegalmente. Ryan não deu detalhes sobre quais projetos entrariam em pauta.

Além da crescente pressão pública para que a política de tolerância zero acabe, Trump também recebeu um pedido de sua filha e conselheira, Ivanka Trump. Ela não fez nenhum comentário público sobre a questão, mas, segundo o presidente, já havia falado sobre o problema de maneira privada. / REUTERS, AFP E AP

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