UFRN espera inaugurar Parque Tecnológico de Macaíba até 2021

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) espera iniciar as atividades do Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba, até o primeiro semestre de 2021. O empreendimento aguarda a assinatura de empréstimo de R$ 8 milhões com o Banco Mundial para concluir as obras.

Segundo o reitor da UFRN, José Daniel Diniz de Melo, o parque será montado na estrutura do que seria a sede do antigo Campus do Cérebro, na zona rural de Macaíba, que teve as ações paralisadas por questões burocráticas envolvendo a instituição de ensino federal e o Instituto Santos Dumont (ISD).

“O objetivo do Parque Tecnológico é o de trabalhar com inovação. É um espaço para desenvolvimento de projetos de ciência e tecnologia. Vai permitir que os estudantes da UFRN e de outras instituições de ensino possam gerar iniciativas tecnológicas, bem como possam empreender após deixarem a sala de aula”, justifica o reitor.

A UFRN está discutindo com o Banco Mundial a consecução de empréstimo de R$ 8 milhões. O recurso será utilizado para reformar o espaço físico do antigo Campus do Cérebro, que teve as obras paralisadas em 2014, além de permitir a aquisição de equipamentos e materiais.

Segundo ele, a estrutura não será exclusiva para alunos da instituição federal, mas também para estudantes oriundos de escolas públicas das cidades vizinhas do município de Macaíba. “Estamos trabalhando o parque como um questão social desde início, envolvendo o Governo do Estado, prefeituras municipais e entidades representativas do setor produtivo (Senai, Sesi e Fiern)”, aponta José Diniz.

A coordenadora do projeto e ex-reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, estará localizado em uma área de 50 hectares, com vocação inicial nas áreas de energias, reabilitação em saúde e tecnologia de informação e ampla oferta de espaços e serviços para as entidades apoiadoras e empresas.

O projeto contará também, em seu ecossistema, com incubadora e aceleradora de empresas, oferta de serviços de propriedade intelectual através da Agência de Inovação da UFRN e de diversos laboratórios de pesquisa e inovação das instituições associadas.

“O RN tem um ecossistema de inovação distribuído pelo Estado, o que facilita a viabilidade do parque, com o suporte de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), como as universidades, o setor produtivo e diversos órgãos públicos. As ações irão beneficiar todas as regiões do Estado, através do que chamamos de células, que receberão apoio sob diversas vertentes do Parque”, explicou Ângela Paiva.

O diretor da Agência de Inovação da UFRN, Daniel Pontes, defende que o Parque possui uma capacidade de atração de tecnologias muito forte. “O investimento em ambientes com essa capacidade de atração, na qual empresas podem se instalar em uma estrutura física até mesmo customizada para suas necessidades, é uma excelente oportunidade de fomento ao desenvolvimento da nossa região”, finaliza.

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