Walter Alves participa de inauguração de obras em Riacho de Santana

O início do fim de semana foi movimentado para o deputado federal Walter Alves (PMDB-RN). Depois de participar de audiência com produtores agrícolas em Alto do Rodrigues, e visitar o município de Apodi, na última sexta-feira (5), o parlamentar participou, na manhã deste sábado (6), da solenidade de inauguração de duas importantes obras no município de Riacho de Santana, a 417 quilômetros de Natal.

Ao lado do prefeito Jessé Freitas, Walter Alves inaugurou a pavimentação de diversas ruas no bairro São Gonçalo. O prefeito também fez a entrega de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no distrito de Poço de Pedra.

A entrega dos benefícios faz parte da programação festiva de emancipação política da cidade. No próximo dia 10, Riacho de Santana completa 55 anos.

Temer tem quase 30% do ministério sob investigação da Lava-Jato

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Um ano após ser alçado ao Planalto na esteira da indignação provocada pelas revelações da Lava-Jato, o presidente Michel Temer tem 30% de sua equipe ministerial envolvida em acusações de envolvimento no esquema. Ele mesmo só não é investigado porque a lei não permite que seja processado por fatos que ocorreram antes de seu governo.

Com pouco mais de um mês de mandato, Temer já tinha perdido três ministros devido à Lava-Jato. Sob pressão, decidiu que só passaria a afastar quem fosse formalmente denunciado pela Procuradoria-Geral da República, em uma tentativa de evitar uma sangria ainda maior.

A medida permite que dois ministros intimamente ligados ao presidente, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), investigados sob a suspeita de atuar para receber R$ 10 milhões da Odebrecht em troca de benefícios à empresa, continuem no governo. Ainda assegura a presença na Esplanada de um time expressivo de investigados: os ministros Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Blairo Maggi (Agricultura), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Hélder Barbalho (Integração Nacional) e Marcos Pereira (Índustria e Comércio). As informações são do jornalista Eduardo Bresciani – O Globo

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Pelo terceiro dia consecutivo, manifestantes fazem panelaço contra Dirceu


Pelo terceiro dia consecutivo, manifestantes se reuniram hoje (6) em frente ao edifício onde mora o ex-ministro José Dirceu, no bairro Sudoeste, em Brasília. O ato começou por volta das 18h, convocado pelo movimento Rua Brasil e Bloco Brasil, e reuniu cerca de 20 pessoas, que batiam panelas e gritavam ofensas ao ex-ministro.

A Polícia Militar (PM) foi acionada para acompanhar o protesto. A PM recebeu chamada de morador incomodado com o barulho. Foi feito um acordo com os manifestantes para o ato acabasse às 20h.

Segundo moradores e funcionários do edifício, Dirceu saiu de casa por volta das 10h e não retornou. O apartamento permaneceu com as luzes apagadas. O ex-ministro teria se mudado hoje (6). Procurado, o advogado de Dirceu, Roberto Podval, não confirmou a informação. As informações são da Agência Brasil.

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Lula usará interrogatório com Moro como ato de mobilização

Ex-presidente Lulua, em congresso em São Paulo

O cara a cara com o juiz Sergio Moro, na próxima quarta-feira, sob forte esquema de segurança montado em Curitiba, vem sendo tratado por petistas e pelo próprio ex-presidente Lula como ferramenta importante na estratégia de transformar o interrogatório em ação penal na Justiça Federal em batalha política, capaz de assegurar sua presença na disputa presidencial de 2018.

Embora pressionado por crescentes acusações de delatores, a última do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, que o acusou de comandar o esquema de propina na estatal, Lula quer reforçar o discurso de vítima de perseguição. Até o momento à frente nas pesquisas de intenção de voto, o PT atua para mobilizar seus apoiadores no Brasil e no exterior, para onde Lula planeja viajar nas próximas semanas em busca de mais apoio.

O primeiro ato do petista é disseminar a tese de que nada do que disser a Moro no depoimento influenciará o magistrado na hora de julgá-lo no processo que trata do apartamento tríplex no Guarujá, cuja propriedade é atribuída a ele, e do armazenamento de seu acervo presidencial pela empreiteira OAS. O ex-presidente Lula é o último entre os investigados nesses processos a prestar depoimento. Por isso, o interrogatório deve ser transformado em um ato político midiático com alvo definido: os seus simpatizantes. As informações são de O Globo.

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Descrença pode levar a solução radical na política, diz presidente da CNBB

Temos insistido que não basta a negociação entre partidos e governo, [é preciso] sempre escutar as ruas

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER – folha de São Paulo

Num momento em que “o fisiologismo político leva a barganhas sem escrúpulos”, a ideia pode soar sedutora. Mas não nos deixei cair em tentação e eleger “salvadores da pátria”: eis a tônica da nota oficial que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou na quinta (4), último dos dez dias de sua anual Assembleia-Geral.

“Com o exercício desfigurado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer. Desconsiderar os partidos […] favorece a ascensão de salvadores da pátria”, diz o texto.

Em entrevista à Folha, o presidente da principal entidade católica do país, o arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha, fala sobre riscos que pairam sobre a sociedade: o vácuo político que periga gerar “soluções antidemocráticas”, as reformas tocadas pelo governo Michel Temer e a “privatização da fé”.

A CNBB pediu cautela com “salvadores da pátria”. Alguém específico vem à mente?

Partimos deste contexto de crise ética, com todas as denúncias de corrupção levando ao descrédito da política. Compreendemos essa reação, mas sabemos da importância da política na democracia. O risco, quando se cai na descrença pura e simples, são soluções antidemocráticas, radicais, violentas.

O que acha dos que se autoproclamam antipolíticos, como João Doria e Donald Trump?

Não é que a gente esteja fugindo da questão, mas não nos pronunciamos sobre pessoas ou governos. Agora, não é possível governar uma cidade, um Estado, um país sem de fato uma perspectiva política clara –de alguma maneira dialogar com os partidos. Temos insistido que não basta a negociação entre partidos e governo, [é preciso] sempre escutar as ruas.

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Dois terços dos eleitores que hoje rejeitam o PSDB reprovam o apoio à reforma da Previdência

O PSDB encomendou uma pesquisa para tentar encontrar as raízes do desencanto de eleitores que optaram pelo partido em 2014, mas hoje o rejeitam. O resultado surpreendeu alguns caciques da sigla, segundo informações da coluna Painel, da Folha de São Paulo.

Quase dois terços dos que já votaram na legenda e agora torcem o nariz para ela citam o apoio às reformas da Previdência e trabalhista como o motivo do desgosto. As acusações contra nomes da sigla na Lava Jato, claro, são a principal reclamação do restante do eleitorado.

O levantamento mostra que o PSDB ficou fortemente associado às reformas, que foram interpretadas pelos eleitores como mecanismos criados para “tirar direitos dos trabalhadores”.

‘Não se muda Previdência sem controvérsia’, diz Meirelles

Meirelles

Para ministro, a tática de convencimento dos deputados é mostrar o potencial de crescimento do País com a reforma

Adriana Fernandes e Irany Tereza – O Estado de São Paulo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz ter certeza de que a reforma da Previdência, aprovada na semana passada na comissão especial da Câmara, passará também pelo plenário. E afirma que não há mais espaço para mexer em nada na proposta que resulte em perda financeira para os cofres públicos.

“Negociação política sempre existe. Você me apoia para lá, eu te apoio para cá… Mas não negociação fiscal”, diz. Segundo ele, tudo que foi negociado até agora está dentro do que era esperado pelo governo, e todas as disputas em torno do projeto fazem parte da democracia. “Não há reforma sem controvérsia.”

A reforma da Previdência embolou com interesses políticos e foi se desfigurando. Isso não joga por terra a tentativa de retomada da economia?

Acredito que não. O que estamos vendo é o que se chama na economia de evento de alta frequência. Aquela volatilidade de curto prazo. Há a onda de superfície e as correntes de profundidade, que são as mais importantes. A confiança (dos investidores) não aumentou apenas pela reforma da Previdência, mas por uma série de mudanças fundamentais. Qual o fato objetivo da Previdência? O relatório foi aprovado. E com o número de votos suficientes que, se mantido no plenário, vai levar à aprovação. Eu estaria preocupado se o relatório tivesse sido derrotado.

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