Bolsonaro cobra de Guedes controle menos rígido dos gastos públicos

Animado com o aumento da popularidade, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem cobrado do ministro Paulo Guedes (Economia) postura menos resistente ao aumento de gastos públicos. O foco são obras e benefícios sociais.

Segundo relatos feitos à Folha, o presidente se queixou na semana passada a deputados aliados de que o ministro precisa ser menos inflexível e intransigente em relação aos recursos orçamentários.

Guedes teria de entender que a política econômica precisa estar em sintonia com o projeto de governo.

A principal reclamação do presidente, de acordo com assessores palacianos, é que o ministro é mais propenso a negociar a liberação de recursos solicitados por deputados e senadores, mas adota uma posição mais rígida quando o pedido é feito por integrantes da equipe ministerial.

A discussão gira em torno do respeito ao teto de gastos. A regra limita o aumento das despesas à inflação do ano anterior.

Há pressão para a inclusão de obras no chamado Orçamento de guerra, que, dentro do estado de calamidade durante a pandemia, flexibiliza os gastos para ações de combate ao novo coronavírus.

Economistas especializados em contas públicas veem os gastos extras com obras, neste momento, como uma manobra para contornar o teto e angariar votos em redutos políticos, mesma percepção de Guedes.

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Flávio Bolsonaro omitiu R$ 350 mil investidos em compra de loja, aponta MP

De acordo com investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, omitiram de suas declarações de Imposto de Renda a quantia de R$ 350 mil desembolsada pela compra de uma franquia de chocolates que o filho do presidente possui em sociedade com o amigo Alexandre Santini desde 2014. As informações são do jornal O Globo deste domingo (16).

Segundo as repórteres Juliana Dal Piva e Juliana Cardoso, os promotores identificaram a omissão depois de cruzar os dados bancários e fiscais de Flávio e Fernanda a partir das quebras de sigilo autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), em abril do ano passado.

A reportagem informa que, no depoimento prestado ao MP-RJ, o senador caiu em contradição ao explicar a negociação, confundiu valores e, em muitos momentos, disse não recordar das operações. Conforme O Globo, a loja foi comprada em dezembro de 2014 por R$ 800 mil. Cada um dos dois ficou de arcar com metade desse valor.

Flávio deu R$ 50 mil de entrada. Esse valor, declarado à Receita Federal, coincide com um cheque emitido pelo então deputado estadual como sinal para compra. Os outros R$ 350 mil foram transferidos eletronicamente pela esposa do político, em fevereiro de 2015. Mas Fernanda e Flávio não declararam o montante à Receita.

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Morte de ex-deputado de 33 anos por covid-19 choca políticos

O ex-deputado federal Caio Narcio (PSDB-MG), de 33 anos, morreu neste domingo (16) em São Paulo. Ele estava internado na UTI do Hospital das Clínicas com covid-19. Caio foi hospitalizado em 12 de julho. No dia 25, seu teste deu positivo para o novo coronavírus. A morte precoce do jovem ex-parlamentar chocou políticos, que se manifestaram nas redes sociais (veja mais abaixo):

O estado de saúde de Caio se agravou no último dia 6, quando foi detectada uma pneumonia bacteriana. No dia 2 de julho ele deixou o Hospital Sírio-Libanês, também na capital paulista, após tratamento de uma meningoencefalite, inflamação que envolve o cérebro e as meninges.

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