Supremo prevê gastar até R$ 1 milhão com carros

STF

O Supremo Tribunal Federal vai contratar uma empresa que ofereça uma rede com lava jatos e oficinas mecânicas para limpeza e manutenção de sua frota de carros. O pregão presencial ocorrerá hoje, com custo máximo anual estimado em R$ 1.144.273,53. No ano passado, despesas com serviços, incluindo aquisição de autopeças, pneus e lavagem dos veículos oficiais, custaram R$ 292.510,65.

O novo contrato de higienização e reparo dos automóveis do STF incluirá esses gastos. A empresa deverá administrar e gerenciar a manutenção preventiva (inclusive de fábrica) e corretiva, além da higienização dos veículos numa rede própria, com estabelecimentos credenciados.

O Supremo tem ao todo 88 veículos, incluídos os carros executivos de representação dos ministros, de oficiais de Justiça, de segurança, vans e utilitários de carga para transporte de processos. O gasto total com a frota foi de R$ 4.550.588,46 em 2017. As informações são de Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo.

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Raquel Dodge apura agenda de Aécio Neves

Aécio Neves

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação de prazo, por 60 dias, de um inquérito que investiga o senador Aécio Neves (PSDB) por supostas propinas de R$ 50 milhões da Odebrecht e da Andrade Gutierrez.

Neste período, a chefe do Ministério Público Federal (MPF) quer, entre outras diligências, que a PF procure por registros e indícios de encontros do parlamentar com o delator Marcelo Odebrecht. O batalhão da PM de Minas, responsável pela guarda do Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governo do Estado, já informou que não tinha controle entradas e saídas em 2008, quando teriam ocorrido tratativas, de acordo com colaboradores.

Delatores da Odebrecht afirmam que o tucano teria defendido os interesses da empreiteira nas usinas hidrelétricas do Rio Madeira, Jirau e Santo Antônio. Os ex-executivos dizem que repasses eram acertados com o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, aliado do tucano. A maioria dos depósitos teria sido feita em uma conta em Cingapura controlada por Alexandre Accioly, empresário amigo de Aécio, que é dono da rede de academias Bodytech. Aécio, Dimas e Acciolly foram chamados pela PF a depor nos dias 29 e 30 de março.

Para concluir oitivas e outras diligências, Dodge pediu, na última terça-feira, ao ministro Luiz Edson Fachin, relator do inquérito, que prorrogue o prazo para conclusão das investigações por mais 60 dias.

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Operação Lava Jato condenou 160 réus

Sergio Moro

Quatro anos depois de ser deflagrada para investigar a lavagem de dinheiro utilizando um posto de combustíveis em Brasília, a operação Lava Jato cresceu de forma assustadora e já gerou a condenação de 160 pessoas ao menos na primeira instância. A conta inclui a 13ª Vara Federal de Curitiba, comandada pelo juiz Sergio Moro, e a 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, nas mãos de Marcelo Bretas. Dessas, 77 já foram condenadas também em segunda instância, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre.

De acordo com o balanço do Ministério Público Federal (MPF), 187 acordos de colaboração firmados na Justiça Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF) geraram o compromisso da devolução de R$ 12 bilhões por parte de colaboradores que fizeram delações premiadas e empresas que assinaram acordos de leniência.

Responsável pelos números mais impressionantes da maior operação de combate à corrupção da história brasileira, a força-tarefa paranaense da Lava Jato já denunciou 289 pessoas. Dessas, 123 foram condenadas por Sergio Moro. Somadas, suas penas chegam a 1.861 anos e 20 dias. As informações são da Agência Estado.

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‘PSB apoia a extrema esquerda. Estou em outro campo’, diz Doria

João Doria

O prefeito João Doria disse que o eleitor de São Paulo não votou em um indivíduo em 2016 na eleição municipal vencida por ele, mas em um “conjunto de valores”. Segundo ele, quem votou no PSDB continuará tendo um prefeito do mesmo partido: Bruno Covas.

Com isso, Doria tenta rechaçar as críticas de que teria abandonado a promessa de encerrar seu mandato na Prefeitura de São Paulo. Ao falar sobre o vice-governador Márcio França, também aliado de Geraldo Alckmin e pré-candidato a governador, Doria diz que o PSB está alinhado com a “extrema esquerda”. “Estou em outro campo”, disse ele. Leia abaixo a entrevista:

O senhor disse que aceitou disputar o governo porque está atendendo a um chamado de mais de 1.700 tucanos que assinaram um documento defendendo seu nome. Mas como ficam os 3 milhões de eleitores que votaram com a sua promessa de permanecer os 4 anos na Prefeitura? Eles têm menos valor que esses 1.700 tucanos?

Valem tanto quanto. Cada cidadão tem o seu valor. As pessoas votaram em João Doria e Bruno Covas. Você não vota em um indivíduo, mas no conjunto de valores e programas. Os eleitores não ficarão frustrados com Bruno Covas. Com 37 anos, ele é PSDB como eu. Quem votou no PSDB não terá a frustração de ter um prefeito de outro partido. Em São Paulo, com São Paulo e para São Paulo. As informações são da Agência Estado.

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Doria vence prévias com 80,45% dos votos e disputará governo de SP

João Doria

O prefeito de São Paulo, João Doria, venceu neste domingo, em primeiro turno, as prévias do PSDB Estadual com 10.225 votos, ou 80,45% do total de quase 13 mil votos válidos, e vai disputar o governo de São Paulo pelo partido. Confirmou-se, portanto, o que o grupo de Doria previa.

A disputa foi acirrada não pelo placar, que conferiu vitória folgada ao prefeito de São Paulo, mas pelo ambiente tenso pela polarização criada entre Doria e seus três oponentes, José Aníbal, Floriano Pesaro e Luiz Felipe D’Ávila ao longo do processo.

Os três concorrentes de Doria acusaram a direção do partido de favorecer o prefeito. Menos tradicional em realizar prévias que o Partido dos Trabalhadores (PT), por exemplo, o tucanato sempre procurou evitar embates, o que vem sendo quebrado desde a pré-candidatura à Prefeitura do hoje prefeito e pré-candidato a governador, João Doria, as informações são da Agência Estado.

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‘Não vou brigar com PT, vou olhar para o futuro’, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin no carro a caminho de agenda com João Doria e Bruno Covas depois de votar nas prévias do PSDB. Ele segura a Folha no banco do passageiro

Governador de SP, presidenciável tucano diz que deixará pesadelos do passado de lado na campanha 

Por Thais Bilenky – Folha de São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou à Folha neste domingo (18) que evitará a polarização em sua campanha a presidente e prega a conciliação nacional, citando o ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-61). “Deixo de lado os pesadelos do passado. Não vou ficar brigando por coisa de PT, não sei o quê, mas vou olhar para o futuro.”

Em entrevista dentro de um carro que o levava da votação na prévia tucana para o governo do Estado para o Jaraguá, onde entregou um conjunto habitacional, o tucano disse que dará ênfase a infraestrutura, geração de emprego e redução da desigualdade.

Alckmin tem até 7 de abril para deixar o governo paulista. Ele é alvo de um pedido de inquérito no Superior Tribunal de Justiça a partir da delação da Odebrecht.

Um ex-executivo da empresa diz que negociou repasse de R$ 2 milhões em caixa dois para a campanha do tucano ao governo em 2010 com o cunhado Adhemar Ribeiro. Na semana passada, Alckmin disse que afirmação é uma “aleivosia”.

Folha – O palanque duplo em São Paulo [João Doria e Márcio França] vai prejudicar sua campanha?

Geraldo Alckmin – Todas as eleições vão ser muito fragmentas, nacional e estaduais.

O presidente Temer pode tentar a reeleição, o que o sr. acha?

Vão ter “n” candidatos. É o resultado do quadro pluripartidário. Vai melhorar com a proibição da coligação proporcional, mas só para a próxima eleição.

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Quase 100% das igrejas são irregulares no Brasil, dizem ‘contadores cristãos’

A pastora Luana Sidnei está tentanto regularizar a igreja ministério Providência de Deus, que fica em São Miguel Paulista, na zona leste de SP

A pastora Luana Sidnei tinha o sonho da igreja própria. “Na verdade não um sonho: um chamado de Deus, que nos deu um povo para cuidar”, diz sobre os cerca de 30 fiéis que reúne, em cadeiras brancas de plástico, no térreo de um prédio de dois andares com a porta metálica pichada (“Piratas Beko”), em São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo).

Mal sabia ela, quando inaugurou há dois anos seu Ministério da Providência de Deus,  o sufoco que passaria para prover todos os trâmites burocráticos exigidos para o funcionamento de um templo religioso. A situação irregular de sua denominação não é exceção, mas regra da maioria absoluta das igrejas brasileiras.

Quantas existem? Na casa dos milhares, mas ninguém sabe precisar, já que a pulverização de ministérios evangélicos é tamanha que não há órgão governamental que concentre um dado confiável. Não ajuda a maioria deles não possuir sequer um CNPJ.

Não é opcional ter um ou não. O artigo 44 do Código Civil determina que organizações religiosas —como partidos políticos ou fundações, por exemplo— sejam “pessoas jurídicas de direito privado” e sejam registradas como tais. As informações são de Anna Virginia Balloussier – Folha de São Paulo.

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