Temer recebeu R$ 15 milhões para a aliados e ‘roubou’ R$ 1 milhão, diz delator

Em delação premiada, o diretor da JBS Ricardo Saud afirmou que o presidente Michel Temer pediu e recebeu R$ 15 milhões do grupo empresarial para distribuir entre aliados em 2014, ano de corrida eleitoral. Ele relatou também que Temer “roubou” R$ 1 milhão para ele próprio. Ou seja, o atual presidente guardou o dinheiro, em vez de gastá-lo na campanha.

O dinheiro saiu da “conta corrente” mantida pelo PT na JBS, que chegava a R$ 300 milhões e era alimentada por recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES) e dos fundos de pensão.

O dinheiro destinado especificamente para o então vice-presidente foi entregue, “conforme orientação direta e específica de Temer”, na empresa Argeplan, Arquitetura e Engenharia, em São Paulo, em 2 de setembro de 2014. Quem recebeu o dinheiro foi um dos donos, o coronel aposentado da Polícia Militar (PM) paulista João Baptista Lima Filho, amigo de Temer. As informações são de O Globo.

Leia mais

Delator diz que dinheiro da JBS irrigou 1.829 candidatos de 28 partidos

O diretor da JBS Ricardo Saud traçou, em delação premiada, um verdadeiro inventário da propina, com listagem de doações que somam quase R$ 600 milhões para 1.829 candidatos de 28 partidos das mais variadas colorações. Saud detalha que a empresa conseguiu eleger 179 deputados federais de 19 siglas, bancou 28 senadores da República e fez 16 governadores. Apesar do extensa lista de políticos beneficiados, entregue por ele ao MPF, há muitos repasses de valores baixos como R$ 84 e R$ 200.

Ele alerta o procurador, no depoimento filmado, que praticamente “tudo é propina”, exceto a quantia ínfima de R$ 15 milhões diante do total de quase R$ 600 milhões. A listagem com valores, cargos, partidos, entre outras informações, foi entregue por Saud aos investigadores: “Estas pessoas estão cientes disso”. As informações são de O Globo.

Quando o depoimento já estava sendo finalizado, o executivo pede a palavra:

Leia mais

Nelter esclarece que recebeu doação legal e registrada na Justiça Eleitoral

NOTA À IMPRENSA

Em virtude das notícias veiculadas na imprensa potiguar, nesta quinta-feira (18), sobre o recebimento por nossa campanha de doações eleitorais oriundas de empresa envolvida na Operação Lava Jato, no caso a JBS, venho a público, mais uma vez, esclarecer que: estes recursos em questão, recebidos por nossa campanha, no pleito de 2014, foram repassados de forma lícita pelo diretório estadual do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) à nossa conta oficial de campanha, e, posteriormente, declarados à justiça eleitoral, conforme consta em nossas prestações entregues e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) . Por fim, nos colocamos à disposição para mais esclarecimentos.

NELTER QUEIROZ

DEPUTADO ESTADUAL

Delator afirma que Robinson e Fábio Faria receberam R$ 10 milhões da JBS

Robinson Faria, governador do RN, teria se comprometido a privatizar a Caern (Foto: Canindé Soares)

Em delação firmada com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-diretor de relações institucionais da J&F Ricardo Saud disse que a empresa pagou R$ 10 milhões ao governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e ao filho dele, o deputado federal Fábio Faria (PSD) em 2014. Em troca, os dois políticos teriam firmado o compromisso de privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), além de facilitar a participação da J&F na privatização da estatal. J&F é o grupo que controla a empresa JBS.

“Eles procuraram a gente, nós fizemos um jantar na casa do Joesley. Nós não tínhamos nada no Rio Grande do Norte, mas nós estávamos montando uma empresa de concessão de águas e esgotos. (…) E lá nós falamos com eles que nós temos interesse muito grande desde que você privatize – nós já tínhamos feito um estudo mais ou menos das empresas que estavam quebradas, assim, de companhia de água e esgoto, que a gente poderia comprar, desde que nós participássemos do edital pra facilitar porque senão ninguém concorria com a OAS e com a Odebrecht Ambiental, era impossível isso. Porque o mesmo dinheiro que tomou da gente tomou das outras duas também falando que ia vender a água e esgoto”, disse Ricardo Saud ao MPF.

O executivo diz ainda que, após a eleição, o grupo vai indicar um secretário de estado para “acompanhar tudo de perto”. As informações são do G1 RN.

Leia mais

Robinson e Fábio Faria afirmam que receberam doação legal e registrada na Justiça eleitoral

Resultado de imagem para robinson e Fabio faria

O governador Robinson Faria (PSD-RN) e seu filho, o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), divulgaram hoje nota de esclarecimento sobre a citação nas delações da JBS.

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Sobre a citação do governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria e do deputado federal Fábio Faria na delação da JBS, é preciso esclarecer os seguintes pontos:
1 – Ambos informam que conheceram a JBS no período eleitoral e confirmam que receberam  doações da empresa citada, somente durante o período de eleições, oficialmente, legalmente, devidamente registradas na Justiça Eleitoral e sem qualquer contrapartida nem ato de ofício; 
2 – Não existia, da parte de Robinson e Fábio Faria, qualquer motivo para que houvesse desconfiança em relação à origem da doação feita por meio de contatos do PSD Nacional;
3 – É importante ressaltar que, desde a campanha eleitoral, Robinson Faria tem destacado em inúmeras declarações públicas e entrevistas que não pretende e nem irá privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), o que seria, segundo o delator, a motivação do suposto pagamento irregular;
Por fim, Robinson e Fábio Faria consideram absurdas as declarações do delator que  chama de propina contribuições eleitorais lícitas, com o claro objetivo de se livrar de crimes graves praticados. 
*Robinson Faria, governador do RN*
*Fábio Faria, deputado federal pelo RN*

Michel Temer pede para STF arquivar inquérito contra ele

Resultado de imagem para barroso

Pedido foi distribuído para o ministro Luis Roberto Barroso

O presidente Michel entrou, nesta sexta-feira, com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para arquivar o pedido de inquérito contra ele, aberto nesta quinta-feira. O pedido foi distribuído para o ministro Luis Roberto Barroso.

O presidente Michel Temer foi gravado pelo dono da JBS Joesley Batista, dando aval para o pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha em troca do silêncio dele. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley.

Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”. As informações são de O Globo.

Temer pediu a Aécio para retirar ação do TSE, relata delator da JBS

Em conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) contou que o presidente Michel Temer (PMDB) pediu ao tucano que retirasse a ação contra a chapa Dilma-Temer do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PSDB, na Ação de Investigação Judicial Eleitoral, pede a cassação da chapa vencedora nas eleições de 2014, por suposto abuso de poder político e econômico.

No diálogo, o senador afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) afirma. “A Dilma caiu, a ação continuou, e ele quer que eu retire a ação, cara, só que se eu retirar, e não estou nem ai, eu não vou perder nada, o Janot assume, o Ministério Público assume essa merda”, afirmou ao empresário.

No pedido à Corte máxima para investigar Temer, Aécio e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot faz uma observação o interlocutor a que o senador se refere na conversa. “Pelo contexto da conversa, ele é Michel Temer.” As informações são de O Estado de São Paulo.

Presentes que Lula ganhou de chefes de Estado são da União, decide Justiça

A Justiça Federal indeferiu o pedido de liminar em ação ajuizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o qual pretendia a anulação da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a incorporação ao patrimônio da União de presentes que ele recebeu de chefes de Estado em visitas oficiais, quando no exercício do mandato presidencial.

A decisão é do juiz federal Carlos Alberto Loverra, da 1.ª Vara Federal de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. As informações foram divulgadas pelo Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal de 1.º Grau em São Paulo – Processo n.º 5001104-15.2017.403.6114

Entre outros argumentos, o ex-presidente apontou a ‘decadência (perda) do direito de rever atos administrativos de incorporação dos bens ao seu patrimônio privado’ – tendo em vista o transcurso de mais de cinco anos entre tais ocorrências e a decisão do TCU, segundo O Estado de São Paulo.

Leia mais

Reitores e secretários de Estado buscam soluções contra a violência

Reitores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), e do Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy (IFESP), discutiram na última quarta-feira, 17, o Plano de Ação de Direitos humanos e Segurança das Instituições de Ensino Superior (IES) do Estado.

A preocupação com o volume da violência dentro dos ambientes acadêmicos em Natal, Santa Cruz, Mossoró e Angicos, cidades onde assaltos e roubos são mais constantes dentro das IES, fez o Fórum comprometer-se a dar sugestões e alternativas para o Governo do Estado reconfigurar as políticas públicas voltadas para esse setor.

Leia mais

Dono da JBS emprestou conta nos EUA para Vaccari movimentar dinheiro

Ex-tesoureiro do PT, preso pela Lava Jato desde abril de 2015, usou conta de empresa de Joesley Batista, a Okinawa Investments, para receber valores e fazer pagamentos junto com filho de Gushiken, o guru da comunicação de Lula

Ricardo Brandt, Luiz Vassallo, Julia Affonso e Fausto Macedo – O Estado de São Paulo

O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, afirmou em sua delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato que emprestou uma conta nos Estados Unidos para o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto movimentar dinheiro. O petista, preso em Curitiba, desde abril de 2015, controlava essas movimentações junto com um filho do ex-ministro Luiz Gushiken, morto em 2013, guru da comunicação do ex-presidente Lula.

“Um dia o João me abordou e disse ‘olha, volta e meio eu tenho pagamentos a receber no exterior e não tenho para onde mandar. Você não quer receber esse dinheiro e ficar com você e o dia que eu precisar você fazer pagamentos para mim”, contou Joesley, aos investigadores da Lava Jato. “Eu falei ‘uai João, como é que funciona esse negócio?’.”

Leia mais

PSB decide se permanece no governo neste sábado

Fernando Bezerra Coelho

Líder do partido no Senado fala em ‘cautela e prudência’ a partir de novas revelações contra o presidente Temer

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

O líder do PSB no Senado, Fernando Bezerra (PE), avaliou que o pronunciamento do presidente Michel Temer na quinta-feira, 18, foi “positivo”, porém as novas informações reveladas nesta sexta-feira, 19, com a quebra de sigilo da delação da JBS, precisam ser analisadas com “cautela e prudência” pelo partido. O partido detém um ministério no governo, o de Minas e Energia.

Bezerra disse que a reunião da bancada no Senado para discutir a permanência da legenda na base aliada do governo está mantida para a próxima segunda-feira, 22. Ele ponderou que os parlamentares querem ter todas as informações antes de tomar uma decisão.

“Tem de se refletir sobre todo conjunto. Ontem (quinta, 18) tínhamos parte das informações, hoje (sexta, 19) temos novas informações, temos que refletir sobre isso e fazer esclarecimento.”

Leia mais

Temer é investigado por organização criminosa, corrupção e obstrução

Temer em Brasília nesta sexta - Nilton Fukuda/Estadão

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), será investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigação de organização criminosa e participação em organização criminosa.

Os detalhes do pedido de abertura de inquérito feito pela Procuradoria-Geral (PGR) da República e autorizado pelo ministro do STF Edson Fachin contra Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB) e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), foi revelado nesta sexta-feira, 19.

A investigação havia sido autorizada pelo ministro Fachin no dia 2 de maio mas estava sob sigilo até esta quinta-feira (18). Só ganhou publicidade após a Polícia Federal realizar busca e apreensão em diversos locais para trazer mais elementos à investigação contra Temer, Aécio e Rocha Loures na quinta-feira. As informações são de O Estado de São Paulo.

Leia mais

Joesley diz que ‘comprou’ cinco deputados para votarem contra impeachment de Dilma

Delator da JBS relatou à Procuradoria-Geral da República que atuou com deputado João Bacelar (PR-BA) para cooptar parlamentares ao custo de R$ 3 milhões cada

O dono da JBS, Joesley Batista, disse, em delação premiada, que atuou juntamente com o deputado João Bacelar (PR-BA) na compra de cinco deputados federais, ao custo de R$ 3 milhões cada um, para votarem contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo Joesley, no dia 9 de abril de 2016, um sábado, uma semana antes da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, ele se reuniu com Bacelar. Na ocasião, segundo o delator da JBS, Bacelar disse que ‘tinha conseguido convencer 30 deputados a votarem a favor de Dilma em troca de R$ 5 milhões cada um’.

Joesley, no entanto, diz ter concordado com a ‘compra’ de apenas 5 deputados no valor total de R$ 15 milhões divididos em parcelas.

Leia mais

FMI decide não revisar projeções econômicas para o Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está monitorando a situação política nacional e, por enquanto, não vai alterar as projeções econômicas para o Brasil. A afirmação é de Alejandro Werner, diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI. O órgão projeta, desde novembro passado, alta de 0, 2% no PIB neste ano, e de 1, 7% em 2018.

— Ainda é muito cedo para traçar um cenário — afirmou Werner em entrevista coletiva na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, após apresentar uma extenso documento sobre as perspectivas econômicas para América Latina e Caribe.

Werner frisou a importância de o Brasil “manter foco nas reformas”, sobretudo a da Previdência. As informações são de O Globo.

Leia mais