José Dirceu é denunciado pela terceira vez pela Lava-Jato

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A força-tarefa da Lava-Jato apresentou nesta terça-feira a terceira denúncia contra o ex-ministro José Dirceu por participação no esquema de corrupção da Petrobras. Desta vez, pelo recebimento de R$ 2,4 milhões, entre abril de 2011 e outubro de 2014, das empreiteiras Engevix e UTC, que teriam sido usados por Dirceu para pagar assessoria de imprensa e imagem durante o julgamento do mensalão.

Também foram acusados Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro; João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT); Gerson de Melo Almada, ex-executivo da Engevix; e Walmir Pinheiro Santana, ex-executivo da UTC.

O ex-ministro está preso desde 3 de agosto de 2015 e foi condenado a 32 anos e um mês de prisão pelo juiz Sérgio Moro, acusado de receber propina da empreiteira Engevix e da Apolo Tubular, fornecedora de tubos para a Petrobras. Nesta terça-feira o Supremo Tribunal Federal (STF) julga pedido de habeas corpus que pede a liberdade para José Dirceu, para que possa, como os demais condenados, cumprir pena apenas quando as sentenças forem confirmadas pelo Tribunal Regional Federal.

Na última terça-feira, o STF revogou as prisões preventivas do pecuarista José Carlos Bumlai e do ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu. A nova denúncia pode evitar que Dirceu seja libertado.

Dirceu chegou a ser apontado pela Lava-Jato, na 23ª fase da Operação Lava Jato, como beneficiário de propinas da Odebrecht. Para a Polícia Federal, a sigla “JD”, que aparecia na planilha de propinas da empresa, correspondia a pagamentos de R$ 48 milhões ao ex-ministro. As investigações revelaram, porém, que “JD” era Juscelino Dourado, ex-assessor de Antonio Palocci.

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