Criação do ‘centro radical’ requer alianças políticas e na sociedade

FHC. Foto: Leo Martins/Estadão

Paciência histórica

Com a eleição de Bolsonaro e a hecatombe que se abateu sobre o sistema partidário, o melhor é manter a “paciência histórica”. Com a idade, algo se aprende. A principal lição talvez possa ser resumida em antigo ditado popular: “Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe”.

Como em todo slogan, nesse há muita coisa indefinida: o que alguns qualificam como “bem” para outros pode ser o “mal”. A despeito de opiniões distintas, penso que a onda conservadora que se prenuncia não será boa, como não seria a da arrogância petista, que está na raiz do atual estado de coisas, com a polarização do “nós” contra “eles”.

Democrata, curvo-me à decisão da maioria. Mas não me amoldo, como não me amoldaria se fosse vencedor o polo oposto. Pertenço à família espiritual dos que pretendem ser razoáveis, aceitam o diálogo, podem mudar de opinião e quando o fazem dizem o porquê. E não querem ficar espremidos num “centro amorfo”. Essa família sabe que a emoção existe, deixa-se envolver por ela de vez em quando, mas tenta apegar-se a algum grau de razoabilidade.

Nas circunstâncias, há que esperar. Como será o governo Bolsonaro? Como enfrentará os desafios de reduzir a desigualdade social, como retomará o crescimento econômico para criar empregos; porá ordem nas finanças públicas, assegurará a tranquilidade às pessoas assustadas com tanta violência nas ruas e no campo, será capaz de combater o crime organizado? Sem falar na hercúlea tarefa, que é de todas as forças políticas, sobretudo das que tenham maior convicção democrática, de recolocar nos trilhos o sistema eleitoral e partidário, que afundou na corrupção, na fragmentação e na perda de conteúdo programático. Fernando Henrique Cardoso, O Estado de S.Paulo

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Durante culto, Bolsonaro diz que será ‘presidente de todos’

Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil  Foto: Fernando Frazao/Agência Brasil/ EFE

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) participou na manhã deste domingo, 4, de um culto na Igreja Batista Atitude, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde foi homenageado pelo pastor presidente Josué Valandro Jr.. Bolsonaro afirmou para os mais de 4 mil fiéis presentes que vai governar para todo o Brasil e não apenas para quem votou nele.

No palco, chamado pelo pastor um pouco depois da coleta de dinheiro, Bolsonaro agradeceu os votos recebidos e pediu sabedoria e coragem “para tomar as decisões acertadas e executar o firme propósito de mudar a política brasileira”. 

Ele explicou que está montando sua equipe e lembrou que “ninguém faz nada sozinho”. O deputado voltou a atacar a mídia, ressaltando que foi eleito “apesar de parte da mídia contrária às nossas propostas”. Segundo Bolsonaro, sua eleição ocorreu “porque Deus quis”.

“Quem diria que alguém com apelido de palmito ia chegar à presidência”, brincou. Ele citou vários salmos e finalizou em coro com a plateia o conhecido: “Conhecereis a verdade e a verdade o libertará”.

O político esteve no culto acompanhado da esposa Michele Bolsonaro e de forte esquema de segurança, o que não impediu alguns abraços de outros frequentadores da igreja. O pastor, no entanto, alertou os fiéis para o fato do presidente eleito estar se recuperando de uma facada e pediu para que não tentassem tirar fotos juntos ou que se aproximassem muito de Bolsonaro. 

Mais tarde, Bolsonaro usou as redes sociais para repercutir a sua trajetória na corrida eleitoral e anunciar o que considera ser uma “nova era” que está por vir no cenário político.

“Gastamos cerca de 20 vezes menos que o segundo colocado, sem prefeitos, governadores ou máquinas. Todo o possível quadro foi mudado graças à conexão com o que almeja a população”, afirmou ele em sua conta no Twitter. “Surge um novo momento, onde (sic) o estado servirá à população e não o historicamente destrutivo oposto!”, escreveu.

Treinar comunidade a ouvir pode reduzir ansiedade e depressão, diz médico

Shekhar Saxena, ex-diretor de saúde mental da OMS (Organização Mundial de Saúde), discursa com microfone na mão

O treinamento de profissionais da atenção primária, como médicos de família e enfermeiros, combinado com iniciativas que envolvam a comunidade pode ser o caminho para aumentar a oferta de tratamento de transtornos mentais como a depressão e a ansiedade.

É o que afirma o psiquiatra Shekhar Saxena, 62, professor do departamento de saúde global de Harvard e ex-diretor de saúde mental da OMS (Organização Mundial de Saúde), que participou da conferência internacional de atenção primária em Astana (Cazaquistão).

“Nós sabemos que o número de médicos especialistas [psiquiatras] em países de média e baixa renda é extremamente baixo. Não há outra alternativa senão treinar profissionais da atenção primária, com a supervisão de especialistas”, diz ele.

Saxena é um dos autores de um recente relatório da revista The Lancet que faz severas críticas à qualidade dos tratamentos de problemas de saúde mental e o histórico subfinanciamento por parte dos governos.

O psiquiatra considera efetivos tratamentos psicológicos em grupos ou providos por meio de voluntários treinados na comunidade. Cláudia Collucci – Folha de São Paulo

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Bolsonaro vai prejudicar imagem do Brasil no exterior, diz FHC

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Em evento em Lisboa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse achar que o futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL) deve ser prejudicial à imagem do Brasil no exterior.

“Será um impacto, no meu modo de ver, negativo. Ele disse que o Mercosul não é prioridade, o que abala a relação do Brasil com parceiros do Sul. Foi dito que, eventualmente, o Brasil poderia cortar relações com certos países”, enumerou. 

“Se formos por esse caminho, vamos levar o Brasil para uma posição como se fosse os Estados Unidos, mas sem ser os Estados Unidos. Nós não temos esta possibilidade. A China é nosso maior parceiro comercial e, se o Brasil tomar certas medidas, eles vão reagir”, previu o tucano. 

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Redação do Enem tem como tema manipulação de usuários na internet

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano é “manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”, segundo comunicado divulgado nas redes sociais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo exame.

O Inep ainda não divulgou os textos de apoio usados para embasar a proposta de redação, mas o tema pode estar relacionado com a propagação de fake news na internet ou com episódios de uso indevido de dados de usuários de redes sociais para influenciar processos eleitorais, como o ocorrido nas eleições americanas de 2016 com a ação da empresa Cambridge Analytica. 

Os candidatos do Enem terão de produzir um texto dissertativo-argumentativo de no máximo 30 linhas sobre a temática. Redações que ferirem os direitos humanos perderão 200 pontos – até o ano passado, a conduta dava nota zero ao aluno. Fabiana Cambricoli e Pepita Ortega, O Estado de S.Paulo

Professores ouvidos antes da prova pelo Estado já indicavam que um dos temas prováveis seria a confiabilidade de dados e informações na internet.

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Recordista de votos, Janaina abraça de Moro a feminismo

 Janaina Paschoal, eleita deputada estadual pelo PSL-SP,  em seu escritório

“Bom dia, amados!” Janaina Paschoal, 44, costuma chamar seus interlocutores assim, amados ou lindos, nas redes sociais ou ao vivo.

Há um mês, com apoio de dois milhões de “amados”, ela ganhou uma cadeira na Assembleia Legislativa paulista e, de quebra, virou a deputada mais votada da história dos parlamentos brasileiros. 

Superou em 200 mil votos o recordista na mais graduada Câmara dos Deputados, o colega do PSL Eduardo Bolsonaro, e multiplicou em quase sete vezes os 306 mil do ex-detentor da marca no Legislativo de São Paulo, Fernando Capez (PSDB).

Sergio Moro é o primeiro tema da uma hora de conversa com a Folha, no escritório de advocacia que tem com duas irmãs nos Jardins paulistanos. “Achei o máximo! Tô tão feliz”, afirma sobre a indicação do juiz responsável pela Lava Jato, numa sala com Bíblia, livros de direito, chocolates e um quadro com uma ilustração dela e da flâmula nacional, presente de um admirador.

Para a advogada, é tolo dizer que Moro agiu com interesses políticos ao condenar Lula à prisão, em 2017, ou ao levantar o sigilo sobre a delação do ex-ministro petista Antonio Palocci, a dias do pleito.

Afinal, quem levava fé em Bolsonaro? “Vamos falar a verdade, a maioria dos analistas sequer acreditava na vitória dele.” 
Anna Virginia Balloussier e Gabriela Sá Pessoa – Folha de São Paulo

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Moro vai levar integrantes da Lava Jato para o Ministério da Justiça

O juiz Sérgio Moro vai levar para o Ministério da Justiça integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. O magistrado já avalia nomes ligados à Polícia Federal, que voltará a ficar sob o comando da pasta, e à Receita Federal.

Para colocar em prática a promessa de uma “agenda anticorrupção e anticrime”, Moro terá o maior orçamento da pasta nesta década. Serão R$ 4,798 bilhões em 2019, 47% a mais do que a dotação autorizada para este ano. Ao mesmo tempo, herdará um déficit de pessoal em órgãos como a Polícia Rodoviária Federal.

Na quinta-feira passada, o magistrado aceitou o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para integrar o futuro governo. Antes da oficialização do seu nome, Moro e Bolsonaro conversaram na sala da casa do deputado na Barra da Tijuca, no Rio.

Por meia hora, a discussão teve a participação do economista Paulo Guedes, que vai comandar o novo Ministério da Economia. Depois, por 40 minutos, Bolsonaro e Moro ficaram sozinhos discutindo pontos prioritários do governo. Após o encontro, em coletiva, Bolsonaro disse que eles estavam alinhados: “Chegamos a um acordo de 100% em tudo”. Fausto Macedo, Eduardo Rodrigues e Fábio Serapião/O Estado de São Paulo

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Enem tem 1ª fase para 5,5 mi com redação e provas de humanas

Enem 2017

Mais de 5,5 milhões de pessoas estão inscritas para fazer a primeira parte da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que será aplicada neste domingo (4), a partir das 13h (horário de Brasília).

Neste ano, o nervosismo, a ansiedade e a pressão muito presentes entre os participantes ganhou um outro componente: o horário de verão. Os relógios precisaram ser adiantados em uma hora desde a 0h em dez estados, além do Distrito Federal.

A alteração vai gerar quatro horários de fechamento de portões nos locais de prova pelo país. Quando o relógio marcar 10h no Acre, 11h em Roraima, 12h em Mato Grosso e 13h em São Paulo, por exemplo, nenhum inscrito poderá acessar os espaços do exame.

O governo Michel Temer (MDB) chegou a anunciar o início do horário de verão para o dia 18 deste mês, no fim de semana seguinte ao último dia de prova do Enem (11). Mas recuou e definiu a mudança de horário para este domingo.

Para o estudante não se perder entre os ponteiros, Vinícius de Carvalho Haidar, coordenador do Poliedro, em São Paulo, ensina um “pacote” de medidas. Dhiego Maia – Folha de São Paulo

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Bolsonaro enfrentará desafios em todas as etapas de ensino

Educação básica no Brasil
Baixo nível de aprendizado, exclusão escolar, Fundeb e a questão docente são temas urgentes da área

Operações em universidades e debates sobre Escola sem Partido têm dominado as discussões sobre educação no país. As questões são relevantes, mas os desafios do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na área são ainda mais amplos.

Envolvem 49 milhões de estudantes, baixos índices de aprendizagem e 2,7 milhões de crianças e jovens fora da escola. Ambos os problemas, de permanência e aprendizado, têm maior impacto entre as famílias mais pobres.

Os rumos da educação não serão definidos apenas no Ministério da Educação. Dependem da política econômica e do Congresso. A ação de estados e municípios e a colaboração entre os entes federados será outro foco.

“Podemos dividir a condução das políticas em nível federal em duas avenidas: a avenida do MEC e a avenida do Legislativo. Elas são adjacentes”, diz Priscila Cruz, do Todos Pela Educação.

O cenário é de grandes desafios, da educação infantil ao ensino superior. Menos de um terço das crianças até 3 anos estão em creche. O acesso é desigual: entre os 25% mais ricos, a taxa de matrícula é de 55%, enquanto para os mais pobres, o índice é de 26%.

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Prefeito do Assú não pede um centavo de emenda para os irmãos Zenaide e João Maia

Enquanto o prefeito Paulo Emídio (PR), de São Gonçalo do Amarante, espera recursos de Zenaide Maia Calado (PHS), eleita senadora, e do irmão, João Maia(PR), eleito deputado federal.para construir e aparelhar um hospital municipal, o chefete do centenário clã e prefeito do Assú Gustavo Soares, do PR, não fez um pedido de emenda no valor de zero centavo para Assu aos irmãos Maia.

Em São Gonçalo, o prefeito Paulo Emidio luta por emenda no valor de 100 milhões de reais, no orçamento da União, para resolver todos os problemas de saúde do município. Já aqui em Assu, o chefete da oligarquia e deputado estadual George Soares, anda brigando por cargos no governo da petista Fátima Bezerra e luta para viabilizar sua eleição para presidente da Assembléia.

Provas do Enem têm início ao meio-dia

Neste domingo (4), 5,5 milhões de brasileiros prestam o Exame Nacional de Ensino Médio, o Enem. No Rio Grande do Norte, 124.046 pessoas se inscreveram para a prova, principal forma de entrada para o ensino superior no país.

Ao todo, serão 221 locais de prova, divididos em 40 municípios do Estado. Os cartões de confirmação de inscrição, que possuem o local de prova do candidato, já estão disponíveis na internet, apesar de 1,1 milhão de candidatos ainda não terem acessado seus cartões, para conferir o local da prova.

Provas

No Rio Grande do Norte, que não se integra ao horário de verão, os portões se abrem para os candidatos às 11h e fecham ao meio-dia, hora local. O primeiro dia, os candidatos fazem as provas de linguagens, ciências humanas e redação. No próximo dia 11, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática.

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‘Pauta Bolsonaro’ pode ir para votação no Congresso ainda neste ano

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A exemplo da reforma da Previdência, ao menos outras dez propostas de interesse do futuro governo de Jair Bolsonaro já estão em discussão no Congresso e podem ser levadas à votação antes mesmo da posse. Na lista estão desde temas que serviram de bandeira de campanha do presidente eleito a medidas econômicas que podem servir como ponto de partida para tentar aliviar as contas no início do seu mandato.

Pelas contas de parlamentares, há ainda quatro semanas “livres” para votações de alguns destes temas antes que o Congresso comece a se debruçar sobre o Orçamento de 2019, o que deve dominar a maior parte das sessões no fim do ano.

Nesta semana, duas destas propostas até chegaram a ser pautadas, na esteira da euforia causada pela eleição de Bolsonaro, mas não foram votadas. No Senado, manobra de partidos da oposição impediu que o senador Magno Malta (PR-ES) colocasse em votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) texto que altera a lei antiterrorismo para criminalizar atos de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Malta, que não foi reeleito, é o relator da proposta. Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

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‘Os desesperados’; leia o editorial do ‘Estado’ deste domingo

Uma oposição “propositiva” ao governo de Jair Bolsonaro é o que prometem alguns partidos de esquerda que já começam a se organizar com vista à próxima legislatura. Não por acaso, esse bloco excluirá o PT.

Segundo explicou o deputado André Figueiredo (CE), líder do PDT na Câmara, o partido do ex-presidente e hoje presidiário Lula da Silva “tem um modus operandi próprio dele”, enquanto o bloco formado por PDT, PSB e PCdoB “tem um outro modelo de oposição”, isto é, “um modelo construtivo para o País”.

Ainda será preciso esperar que esses partidos passem das belas palavras aos atos concretos, mas é significativo que agremiações que tão fortemente antagonizaram com Bolsonaro durante a campanha agora se digam dispostas a fazer oposição responsável ao próximo governo.

Também é significativo que o grupo tenha dispensado o PT e sua linha auxiliar, o PSOL, das conversas para a formação de um bloco de oposição. O pedetista André Figueiredo explicou que não é mais possível aceitar “o hegemonismo que o PT quer impor aos demais partidos” e que nenhuma dessas legendas de esquerda aceita ser “um puxadinho do PT”.

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Equipe de Bolsonaro quer zerar déficit fiscal em 2019, diz agência Reuters

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A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro pretende mergulhar fundo nos dados e informações da economia, especialmente as questões fiscais, para montar um plano de zerar o déficit fiscal já em 2019, disse à agência de notícias Reuters uma pessoa que acompanha de perto a transição.

O objetivo da equipe econômica de Bolsonaro é entrar em 2020 com o problema fiscal superado e com a garantia de um superávit sustentável para os próximos anos.

No ano que vem está previsto mais um déficit fiscal de aproximadamente R$ 140 bilhões. Esse será o sexto ano seguido de resultado fiscal negativo.

A equipe de transição de Bolsonaro começa a trabalhar na segunda-feira (5) com os técnicos do atual governo de Michel Temer.

Até setembro, o déficit primário acumulado é de R$ 59,3 bilhões, o que abre a possibilidade de o déficit do ano ser menor que os cerca de R$ 160 bilhões estimados pelo governo.

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Planos econômicos fizeram fortuna de superministro Paulo Guedes

Conheça mais sobre Paulo Guedes, o guru econômico de Bolsonaro
Economista de Bolsonaro ganhou com apostas contra Cruzado e Collor e a favor do Real

O carioca Paulo Guedes, 69, esteve alijado do centro de poder do país nas últimas quatro décadas e ficou milionário apostando contra ou a favor dos planos econômicos forjados por outros.

A partir de 1º de janeiro, ele finalmente terá a chance de colocar em prática suas ideias liberais de abertura do mercado, redução do tamanho do Estado e privatizações como o “superministro” da Economia de Jair Bolsonaro (PSL).

Quando voltou ao país, em 1978, depois de concluir o doutorado na Universidade de Chicago, Guedes estava ansioso para aplicar o que aprendera. Um dos profissionais mais brilhantes de sua geração, já dominava como poucos os instrumentos da macroeconomia.

Só que, à época, o país tinha mentalidade estatizante e havia pouco espaço para suas ideias. Acabou não seguindo carreira acadêmica em razão de brigas entre os grupos da PUC do Rio e da FGV.

Ao contrário do que ele próprio havia imaginado, seu destino foi o mercado financeiro.

“Paulo saiu de Chicago pronto para ajudar a tocar o governo, mas não teve chance. Só por isso consegui levá-lo para o mercado”, relembra o ex-banqueiro Luiz Cesar Fernandes.

De saída do Banco Garantia, que pertencia ao hoje bilionário Jorge Paulo Lemann, Cesar convidou Guedes para se tornar o economista-chefe de sua nova empreitada —a Pactual DTVM, que depois se transformou no Banco Pactual. Raquel Landim – Folha de São Paulo

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PSL lança site para divulgar informações sobre o governo de transição de Bolsonaro

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O PSL criou um site para informar sobre as decisões oficiais que serão tomadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro durante o governo de transição. O anúncio foi feito na página do partido no Twitter na quinta, 1º. Intitulado “Muda de Verdade”, o portal está no ar, mas ainda não tem publicações.

As decisões de Bolsonaro começarão a ser veiculadas ali a partir da próxima semana, quando a equipe de transição for oficialmente anunciada e iniciar os trabalhos. O partido criou ainda canais no Twitter (@portalmudabr), no Facebook e no Instagram

“Uma nova história começa a ser escrita e o nosso país, se Deus quiser, será reerguido. Para ficar por dentro das informações oficiais sobre esse período de transição de governo e decisões de Bolsonaro, siga as redes do #PortalMudaDeVerdade, que será lançado em breve”, diz a mensagem do PSL.

O partido também lançou a hashtag #MudaDeVerdadeBrasil para perguntar aos internautas o que eles esperam do governo de Bolsonaro. Nos comentários, os eleitores pedem desde a “extinção de petistas” a propostas mais reais, citando medidas econômicas, como a privatização de estatais, ou pedindo uma solução para a violência e para a corrupção. Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

Por que os canudinhos de plástico se tornaram os novos vilões?

A guerra contra os canudos de plástico é uma das causas que estão em alta no mundo da gasgtronomia
Produto que pode levar séculos para se decompor virou símbolo do acúmulo de lixo no planeta

O resgate de uma tartaruga com um canudo de plástico atravessado em uma de suas narinas catapultou o item a símbolo da vilania contra os oceanos.

A filmagem, feita em 2015 por oceanógrafos ligados à Universidade A&M do Texas em alto mar, perto da Costa Rica, tornou-se viral e motivou campanhas de famosos nas redes sociais pedindo a dispensa do uso do canudinho. 

Não demorou para que marcas com presença global, como a cafeteria Starbucks e o McDonald’s, aderissem ao banimento e aumentassem a pressão pela dispensa. Usar canudo virou sinônimo de irresponsabilidade ambiental.

Prático, barato, higiênico e versátil, o plástico se espalhou pelo mundo nos últimos 80 anos. As vantagens que ampliaram o uso do material, porém, viraram inconvenientes sem uma cadeia de descarte voltada à reciclagem.

O mundo já produziu 8.300 milhões de toneladas de plástico até 2015, segundo artigo publicado na revista científica Science Advances no ano passado. Do total de resíduos plásticos gerados, estima-se que apenas 12% foram reciclados e 9%, incinerados. Os outros 79% estariam no ambiente — principalmente no mar.

Um estudo da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, apontou que o plástico compõe 92% dos resíduos nos oceanos e ameaça 693 espécies marinhas. Mas, segundo a Universidade de Georgia, nos EUA, os canudinhos representam só 4% do lixo plástico mundial. Ana Carolina Amaral – Folha de São Paulo

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