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Renan, o ‘santo’ de volta aos holofotes: “Não somos discípulos de Dallagnol ou Moro”

Renan Calheiros (MDB) fez um longo discurso, preparado previamente, após a oficialização de seu nome como relator da CPI da Covid.

Do jeito que gosta, no centro dos holofotes, o senador alagoano que tem um punhado de inquéritos pendentes no STF deu seus recados.

Aproveitou o palanque, por exemplo, para, claro, atacar a Lava Jato.

“Não somos discípulos de Deltan Dallagnol ou Sergio Moro.”

Renan afirmou que, durante os trabalhos da CPI, não apresentará “teses sem provas” nem “power point contra quem quer que seja”.

“A comissão será um santuário da ciência e do conhecimento e uma crítica ao obscurantismo e negacionismo. Será a comissão da celebração da vida contra o macabro culto ao ódio e à morte. Os brasileiros têm o direito de voltar a viver em paz.”

Sem citar o nome de Jair Bolsonaro, Renan também falou que é contra o “fascismo”, contra o “morticínio” e “a ruína econômica”. Defendeu, ainda, a devida apuração de quem “se aliou ao vírus e colaborou com esse morticínio”.

O Antagonista

Rússia diz que decisão da Anvisa de barrar Sputnik V é “política”

Sputnik V: DF e estados integrantes de consórcio aguardam decisão do STF  para reavaliar compra da vacina | Distrito Federal | G1

Os fabricantes da vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia para combater a Covid-19, criticaram a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de negar o pedido de importação do imunizante para o Brasil e atribuíram o fato a uma “decisão política”.

“Os atrasos da Anvisa na aprovação da Sputnik V são, infelizmente, de natureza política e não têm nada a ver com acesso à informação ou ciência”, rebateram os produtores da vacina pelo Twitter. O posicionamento é do Instituto Gamaleya e do Fundo Russo de Investimento Direto.

Eles lembraram que, em março, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos admitiu ter pressionado o governo brasileiro para rejeitar a compra da vacina russa. A informação foi confirmada no relatório anual do governo norte-americano.

No momento em que a reunião acontecia, os desenvolvedores da vacina informaram ter compartilhado com a Anvisa mais documentos do que os solicitados pelas autoridades de 61 países onde a vacina tem o uso emergencial autorizado. Além da Rússia, Argentina, México, Paraguai e Hungria já aprovaram a Sputnik V.

“A Sputnik V compartilhou com a Anvisa todas as informações e documentações necessárias, muito mais do que o utilizado para homologar a Sputnik V em 61 países. Esperamos que a ciência, e não a pressão de outro país, seja usada para a tomada de decisão.”

Metrópoles

Guedes diz que chinês ‘inventou o vírus’ e tem vacina menos eficiente que os EUA

Equipe de Paulo Guedes limita verba para compra de vacinas e kit intubação para covid-19 - Época Negócios | Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (27), que “o chinês inventou” coronavírus, mas, ainda assim, tem uma vacina menos eficiente do que as desenvolvidas por farmacêuticas dos Estados Unidos.

A declaração foi dada durante uma reunião do Conselho de Saúde Suplementar, enquanto Guedes defendia que empresas privadas eram mais eficientes do que empresas públicas.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o da Casa Civil, Luiz Ramos, também participaram do encontro.

Paulo Guedes não sabia que a reunião estava sendo transmitida nas redes sociais do ministério. Ao ser informado que o encontro estava sendo gravado, ele pediu para que não fosse veiculada.

“Só não manda para o ar por favor.”

Tarde demais.

O antagonista

Sindicato diz que professores da rede pública só voltam ao trabalho presencial após vacinação contra Covid-19 no RN

Escola Estadual José Fernandes Machado, Machadão, Ponta Negra Natal RN — Foto: Google Street View

O sindicato que representa os professores da rede estadual de ensino afirmou que os profissionais só devem voltar ao trabalho presencial nas escolas públicas do Rio Grande do Norte após a vacinação em massa da categoria. A afirmação foi dada após a Justiça estadual determinar que o governo autorize a volta às aulas nas escolas públicas e privadas. A categoria ameaça greve, “se for preciso”.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte) ainda informou que vai protocolar uma Reclamação Constitucional junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a decisão liminar do juiz Artur Cortez Bonifácio, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, concedida a pedido do Ministério Público.

O atual decreto estadual autoriza volta às aulas para turmas até o 5º ano do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio em formato híbrido – presencial e remoto – nas redes pública e privada. Apesar disso, o estado ainda não tem data para retomada das aulas nas escolas públicas.

De acordo com a entidade, o assunto foi discutido em assembleia virtual realizada nessa segunda-feira (26) ao longo de quatro horas e meia, com quase 800 professores. Outras condições para o retorno presencial seriam a redução da ocupação dos leitos críticos, a garantia de biossegurança nas escolas e o índice de transmissibilidade abaixo de 1.

“De forma unânime, os trabalhadores afirmaram que não dá para voltar a trabalhar presencialmente neste momento, embora desejem, sobretudo porque o trabalho virtual aumentou em duas ou três vezes a carga horária. Lembraram que, ao contrário do que pensa uma parcela da sociedade, não pararam de trabalhar”, afirmou o sindicato.

Desde março de 2020, as aulas presenciais foram suspensas no RN, por causa da pandemia. O sindicato afirma que os profissionais tiveram que se desdobrar “para aprender a lecionar neste formato, utilizando dinheiro do próprio bolso para bancar a internet e os dispositivos utilizados”, mas consideram que, apesar das dificuldades, antes da imunização, não é possível cogitar a volta à normalidade.

“Ficou acertado que em 13 de maio, um dia após expirar o último decreto fixado pelo Governo, acontecerá nova assembleia virtual. Na ocasião, será avaliada a possibilidade de greve caso a categoria seja obrigada a voltar ao trabalho presencial em plena segunda onda da pandemia”, afirmou o Sinte.

Em entrevista ao Bom Dia RN desta terça-feira (27), o secretário de Educação do RN, Getúlio Marques, afirmou que a decisão da Justiça foi ao encontro do que já está sendo feito no estado. Ele afirmou que o estado vai recorrer da decisão, porque já tinha um acordo firmado para entregar até 12 de maio um plano de retomada para volta às aulas.

“Nosso problema não é a escola, são as condições fora da escola. Vamos defender que a pandemia tem que estar um pouco mais reduzida para que a gente possa fazer esse retorno nas escolas públicas”, afirmou.

G1RN

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