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PF investiga fraude de R$ 1,3 bilhão em previdências municipais

Agentes da Polícia Federal (PF) e auditores da Receita Federal cumprem, na manhã desta quinta-feira, 60 mandados de busca e apreensão e outros 20 mandados de prisão para investigar um esquema que teria cometido fraudes em institutos de previdência municipais.

De acordo com a PF, são 28 institutos de cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás. Eles teriam investidos em fundos que faziam investimentos sem lastro. Os fundos de investimento investiam em debêntures, títulos de dívida emitidos por empresas. No entanto, as empresas que recebiam investimentos dos fundos eram de fachada. A fraude chegaria a R$ 1,3 bilhão.

A operação contou com o apoio da Secretaria da Previdência e foi batizada de Operação Encilhamento. Arthur Mário Pinheiro Machado, que também foi preso na Operação Rizoma, desdobramento da Lava-Jato no Rio, nesta quinta-feira, é investigado na Operação Encilhamento. As informações são de O Globo.

Segundo a corporação, as investigações apontam para a corrupção de servidores públicos.

Ela é a segunda fase da Operação Papel Fantasma que, em julho de 2017, também investigou fraude e negociações de títulos sem lastro.

“No 2º semestre de 2016 foi constatada a existência de R$ 827 milhões de reais em apenas oito destes fundos, dinheiro que, em última análise, destina-se ao pagamento das aposentadorias dos servidores municipais”, afirmou a corporação.

Os envolvidos serão investigados por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

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