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Após pressão e críticas, Lula vai retirar revogação da reforma trabalhista do plano de governo, afirma aliado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato ao Palácio do Planalto, desistiu da ideia de revogar a reforma trabalhista aprovada durante o governo de Michel Temer, segundo o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força.

Depois da polêmica em torno da divulgação da prévia do programa de governo petista, Lula telefonou pessoalmente para presidentes de partidos, em especial, para Paulinho. O petista garantiu que o termo “revogação” será extinto do programa.

As próprias centrais sindicais se opõem à revogação de todos os pontos do texto. Elas defendem um ajuste fino, mantendo parte do poder de negociação dos trabalhadores.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que, apesar de a revogação da reforma ter sido aprovada internamente pelo partido, não é unanimidade entre os demais que compõem a coligação pela candidatura de Lula. A ideia é substituir “revogação” por modernização.

Segundo a prévia do programa divulgada na segunda-feira, a ideia seria construir “uma nova legislação trabalhista”.

“O trabalho estará no centro de nosso projeto de desenvolvimento. Defendemos a revogação da reforma trabalhista feita no governo Temer e a construção de uma nova legislação trabalhista, a partir da negociação tripartite, que proteja os trabalhadores, recomponha direitos, fortaleça os sindicatos sem a volta do imposto sindical, construa um novo sistema de negociação coletiva e dê especial atenção aos trabalhadores informais e de aplicativos”, afirma a prévia do programa de governo.

 

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