Ciro briga e sai vaiado de palco

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O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) saiu vaiado nesta terça-feira (19) do 35º Congresso da Associação Mineira de Municípios, após bater boca com prefeitos. Depois de fazer suas considerações iniciais e ser interrompido pela organização, o pedetista se recusou a responder a uma nova pergunta. O político não concordou com o formato das palestras e com as perguntas e deixou o palco.

Irritado por ter sido interrompido durante sua resposta, Ciro Gomes foi vaiado por parte dos presentes e, então, passou a bater boca. “Cadê o candidato de vocês? O Bolsonaro nem sequer enviou alguém pra cá. Vocês precisam ter mais respeito”, bradou.

A discussão prosseguiu. “Escuta, senão eu me retiro. Eu não sou demagogo. Eu quero governar o Brasil para restaurar a autoridade dessa baderna que está acontecendo no nosso país. Quero consertar o Brasil restaurando a autoridade”, disse. Ciro teria ainda cinco minutos para fazer suas considerações finais, mas resumiu em menos de três segundos e disse: “Muito obrigado a todos”. O tempo

Na sequência, ele entregou o microfone e deixou o palco onde estavam os outros pré-candidatos. Enquanto saía, ele foi ofendido por alguns presentes, que o chamaram de “babaca”.

Questionado sobre a situação, Ciro Gomes disse ter sido atacado por apoiadores de Bolsonaro. Ele não soube responder se os homens que o teriam ofendido são membros de alguma prefeitura.

Ciro também reclamou que o mestre de cerimônia o interrompeu desnecessariamente e, na saída do evento, em rápida conversa com a reportagem de O TEMPO, disse que aqueles que o atacaram são da “turma do Bolsonaro”.

Além de Gomes, participaram do evento os presidenciáveis Alvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Paulo Rabello de Castro (PSC). O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) representou o ex-presidente Lula (PT), preso em Curitiba.

Posições. Ex-senadora, Marina Silva defendeu uma nova realidade para a distribuição dos recursos entre a União, os Estados e os municípios. Ela relembrou sua atuação enquanto vereadora de Manaus. “Não dá mais para a União manter a maior parte dos recursos só pra ela”, disse. “Muita gente fala isso para tentar agradar ao prefeito na época da eleição. Precisamos é ter coragem para chegar lá e fazer”, completou.

O pré-candidato do PSC, Paulo Rabello de Castro, mostrou um posicionamento em defesa da meritocracia, alinhada com valores religiosos. “Defendemos a família, a moralidade, além da boa política”, afirmou.

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