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Confira as principais movimentações políticas para as eleições de 2022

De olho nas eleições de 2022, partidos de diversos espectros políticos do país já se movimentam com o foco voltado no pleito marcado para outubro do próximo ano.

Mesmo em meio a um feriado nacional, os últimos dias foram agitados no mundo político, com articulações, anúncios e trocas de nomes importantes de siglas; confira as principais movimentações.

José Luiz Datena e Rodrigo Pacheco no PSD

O apresentador da Rede Bandeirantes José Luiz Datena, até então filiado ao PSL, avisou a integrantes do partido, em 2 de novembro, que migraria para o PSD. O presidente do partido, Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, confirmou a escolha do apresentador após informações da âncora da CNN Daniela Lima.

“É com imensa alegria e satisfação, em todos os estados do país, que o PSD recebeu a escolha de Datena pelo partido”, declarou. Segundo Kassab, ele “traz um poderoso ativo” para a legenda nas eleições.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), anunciou em 22 de outubro sua filiação ao PSD. De acordo com Kassab, Pacheco “só não será nosso candidato à Presidência da República se não quiser”.

Datena era do PSL e Pacheco do Democratas. Os partidos passaram por uma fusão e formaram, então, o União Brasil, que ainda se articula para o pleito do próximo ano.

Em sua saída, Pacheco agradeceu ao presidente do DEM, ACM Neto, e desejou “votos de sucesso ao recém-criado União Brasil, na pessoa de seu presidente, deputado Luciano Bivar“.

Já Datena, segundo Bivar — que presidia o PSL –, nem sequer informou sobre sua desfiliação. Em julho, em entrevista à CNN, Bivar havia cotado o apresentador para ser o candidato da legenda à Presidência.

Integrantes do União Brasil ouvidos pela CNN após o anúncio de que Datena deixaria a legenda compararam o momento a um bombardeio, em que outros partidos estariam tentando conquistar nomes da legenda.

MDB lançará Simone Tebet como candidata à Presidência

O MDB decidiu, em 3 de novembro, lançar a senadora Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul, como pré-candidata à Presidência da República. Segundo o presidente do partido, o deputado federal de São Paulo Baleia Rossi, o anúncio será feito ainda neste mês.

Tebet queria aguardar o fim da CPI da Pandemia para tornar públicas as articulações políticas. De acordo com Baleia, “a CPI deu conhecimento da qualidade, desenvoltura e do preparo dela, jurídico e político”.

Felipe d’Avila no Novo

O Partido Novo anunciou, em 29 de outubro, o cientista político Felipe d’Avila, que estava no PSDB, como pré-candidato à Presidência da República. Ele é coordenador do movimento Unidos Pelo Brasil e fundador do Centro de Liderança Pública (CLP).

A legenda afirmou que “está confiante na capacidade de Felipe d’Avila para liderar a Nação e os brasileiros na construção de um país mais livre e mais próspero para todos”.

Sergio Moro no Podemos

O Podemos confirmou, em 1º de novembro, que a filiação ao partido de Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, irá acontecer em 10 de novembro. Ele é cotado como candidato à Presidência da República.

Uma ala do PSL, após a saída de Datena, demonstrou interesse em coordenar a campanha de Moro, segundo informações da repórter da CNN Bárbara Baião. Com a saída do apresentador, o partido passou a ficar mais livre para abraçar outros projetos.

Como o PSL se uniu ao DEM para criar um novo partido, a movimentação de líderes do PSL em torno de Moro pode fazer com que surja uma chapa de ex-ministros de Bolsonaro, já que o DEM considera o nome do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta na corrida eleitoral, conforme apontou a âncora da CNN Daniela Lima.

Cabo Daciolo no Brasil 35

O Partido Brasil 35, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), anunciou, em 29 de outubro, o ex-deputado federal Cabo Daciolo como filiado e pré-candidato à Presidência da República.

“Estamos muito felizes em receber o Cabo Daciolo em nosso partido e entendemos que ele hoje é o melhor nome para o Brasil. Não é direita, nem esquerda. É um brasileiro buscando o bem do país”, declarou Suêd Haidar, presidente do Brasil 35.

Nas eleições de 2018, Daciolo conseguiu 1,3 milhão de votos, obtendo 1,26% dos votos válidos. Ele ficou à frente de nomes conhecidos como Marina Silva (Rede), Henrique Mereilles (PSD), secretário da Fazenda de São Paulo, e de Álvaro Dias (Podemos), senador pelo Paraná.

Bolsonaro diz estar sendo disputado por três partidos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em 1º de novembro, enquanto estava em viagem oficial à cúpula do G20, na Itália, que está sendo disputado por três partidos. As legendas em questão são: Republicanos, PL e PP.

“Olha, tem três partidos que me querem. Eu fico muito feliz, são três namoradas, vamos assim dizer”, afirmou Bolsonaro. “Duas vão ficar chateadas. É o PRB [antigo nome do Republicanos], o PL e o PP e cada dia um está na frente da bolsa de apostas”, disse.

Bolsonaro está sem partido desde 2019, quando deixou o PSL, legenda pela qual se elegeu nas eleições de 2018.

PSDB exclui voto de 92 prefeitos e vices das prévias

PSDB excluiu, em 2 de novembro, o voto de 92 prefeitos e vice-prefeitos de São Paulo das prévias para as eleições de 2022. João Doria, governador de São Paulo, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Arthur Virgilio Neto, ex-prefeito de Manaus, disputam para ser o candidato do partido à Presidência da República.

O caso aconteceu após os diretórios estaduais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia entraram com um recurso na Comissão Executiva Nacional do PSDB solicitando a retirada dos políticos por eles terem sido inscritos pelo diretório de São Paulo no sistema da Justiça Eleitoral nos meses de agosto e setembro, mas com a data de filiação anterior a 31 de maio de 2021, data-limite para estarem aptos para votar nas prévias.

(*Com informações de Basília Rodrigues, Bárbara Baião e Daniela Lima, da CNN, e da Agência Estado)

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